Domingo, Abril 27, 2008


Pois é, eu mudei...

A quem interessar possa

www.ericamirtes.blogspot.com

Vão ser bom vc por lá.

Eu... - 20:38

Comente:

Quinta-feira, Dezembro 06, 2007


Apartaheid Social Brasileiro

Não há limites para as atrocidades cometidas contra os menores. As chacinas que não ocorrem em frente de igrejas famosas, como a Candelária no Rio de Janeiro, sequer chegam aos noticiários e jornais. Menores infratores são colocados em celas juntamente com assassinos, tendo seus mais básicos direitos violados por policiais, delegados e juizes.

“Não há cidadania no Brasil”, disse o Professor Milton Santos, revelando que a classe média brasileira se dispõe a exigir seus direitos e rejeitar, a todo custo, os seus deveres. Durante todo o processo de formação do Povo Brasileiro houve sempre a exclusão social da maior parte das pessoas que vieram para cá, ou seja, dos negros. Mas a exclusão de então, era oficial, com aval do judiciário. Hoje a exclusão é velada, baseada e estruturada na hipocrisia da sociedade.

O número crescente de condomínios fechados em construção, vide a edição dominical de qualquer jornal, é uma amostra dessa sociedade que se fecha dentro de apartamentos e entende o mundo cada vez mais pelas notícias da televisão e/ou internet.

Políticas públicas seriam uma alternativa para melhorar as condições de vida dessa grande massa de excluídos. Educação, saúde, cultura e lazer, tudo isso melhoraria a situação de muitas pessoas, mas o Povo Brasileiro, em sua maioria negra e mulata, merece mais do que isso. Merece o respeito de uma elite, em sua maioria branca e parda, que só enriqueceu graças ao trabalho, para não dizer exploração, da mão-de-obra negra africana.

Luciano Toledo de Barros
29/11/2007

Eu... - 19:58

Comente:

Segunda-feira, Novembro 19, 2007


Precisando voltar a escrever...

Eu... - 23:02

Comente:

Quinta-feira, Maio 31, 2007




Eu sempre tentei ser uma cética inveterada, mas vira e mexe me surpreendo acreditando em alguma coisa.

Eu sempre tentei ser a pessoa mais discreta do mundo, mas sempre acabo dando alguma bandeira.

Eu sempre quis ser independente e individualista, mas descobri que sou absolutamente dependente dos meus poucos, bons e necessários amigos.

Eu queria trabalhar em algo que desse bastante dinheiro e acabei estudando uma koisa que me fascina, mas que nunca vai me deixar rica, a menos que eu vire presidente do Brasil, o que eu acho muito difícil já que nossa última experiência com um Sociólogo no poder deixou a desejar.

Eu queria ser disciplinada e centrada o tempo todo, mas me deixo seduzir por internet e bobagens na TV.

Eu queria ter uma alimentação mais regrada e fazer mais exercício físico, mas é muito difícil resistir à vontade de ficar um pouco mais na cama e aos prazeres gastronômicos, especialmente ao chocolate.

Há bastante tempo eu decidi que evitaria ao máximo ter contato com a instituição Família, e acabei me deixando adotar por mais uma.

Eu já cortei o cabelo curtinho e depois me dei conta de que queria poder jogar as madeixas de um lado pro outro.

Eu já tomei um milhão de decisões e depois voltei atrás, às vezes por mudar de idéia e às vezes por fracassar mesmo.

Eu já disse NÃO querendo dizer SIM e também já disse SIM querendo dizer um NÃO bem grandão.

Eu tinha desistido do amor e acreditava que as pessoas se juntavam por uma série de conveniências que nada tinham a ver com romantismo, até que o AMOR surgiu como mágica e eu nem acreditava em magia...

Eu... - 20:18

Comente:

Segunda-feira, Maio 14, 2007


O senso comum pode ser a mais pura tradução da realidade, pelo menos de vez em quando.

Às vezes algo que você sempre recusou pra si, pode se tornar divertido.

Você pode sim mudar de sonho e não se sentir frustrada com isso, desde que seja verdadeira consigo mesma.

Você não precisa usar o mesmo perfume a vida toda.

Você tem direito a doces momentos de alienação, mas se posicionar na vida e assumir uma postura crítica e honesta é fundamental.

Eu... - 22:05

Comente:

Sexta-feira, Maio 11, 2007


Tem hora em que não dá para esconder a insatisfação, ela aparece e transparece. Você muda o cabelo, mas queria mudar toda a sua vida.
É assim, você tem um dia ruim e começa a pensar no rumo que sua vida tomou e se dá conta de que esse rumo é bem diferente daquele que você sonhou. Uma ou outra coisa está até melhor do que você imaginou, mas lá no fundo a insatisfação persiste, e vez por outra se manifesta forte e você se sente a pessoa mais frustrada do mundo.
De repente a humanidade te dá náuseas, de repente o mundo se torna frio e cinza demais ou quente e claro ao extremo, o que te deixa ainda mais irritada.

O que fazer numa hora dessas???

Chorar ajuda a desabafar. Não resolve nada, mas esse é o momento de planejar loucuras, os grandes atos, as enormes transformações, aquela resposta que você, um dia, ainda vai dar, de planejar também a viagem dos seus sonhos, o pé na estrada. É nessa hora também que você promete que vai estudar algo novo, que vai se atualizar, que vai fazer dieta e voltar pra academia pra aprender algum tipo de luta. Você jura que vai impor limites, que vai dizer o que pensa e vai se tornar alguém com mais iniciativa, você promete pra si mesma que vai se mostrar mais, afinal você acredita que tem coisas boas e que aprendeu alguma coisa útil nessa vida medíocre que viveu até hoje.
Ai você dorme e acorda um pouco menos infeliz e lembra daquela coisa que está melhor do que você imaginava e você sorri e o seu cabelo te parece lindo, uma amiga te liga, você encontra aquela colega ótima do trabalho e vai com ela tomar café da manhã. Você pede um mate com maracujá e pão de queijo daquele borrachudinho, bem do jeito que você gosta e de repente o mundo te parece mais suportável.
Pelo menos até a próxima.

É isso. Por enquanto...

Eu... - 22:19

Comente:

Segunda-feira, Março 05, 2007


Quer saber???????

Eu to feliz demais, sabia???!!!!!

Eu... - 20:29

Comente:

Sexta-feira, Outubro 13, 2006


Eu queria ter escrito isso, mas foi o Oswaldo Montenegro que transformou em palavras, um monte de coisas que sinto. Este é um dos textos mais bonitos e complexos que eu conheço e, mais verdadeiros também.

É isso.

Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo que acredito não me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio.

Que a música que eu ouço ao longe seja linda, ainda que tristeza.
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada, mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos.
Porque metade de mim é o que eu ouço, mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço,
E que essa tensão que me corroe por dentro seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que eu penso e a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso que eu me lembro de ter dado na infância.
Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade eu não sei...

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio me fale cada vez mais.
Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba, e que ninguém a tente
Complicar porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer.
Porque metade de mim é platéia e a outra metade, é canção.

E que minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor e a outra metade... também..

Eu... - 11:16

Comente:

Quarta-feira, Setembro 27, 2006


Era um daqueles raros dias de tranqüilidade no trabalho, a sala estava em silêncio. Foi quando aquela música tão conhecida e que tanto já me emocionou começou a tocar. Parei para ouvir durante alguns segundos e uma série de lembranças foi, rapidamente, surgindo e me envolvendo. Levantei e fui até a rua, procurando saber de onde vinha o som. Parei para escutar mais um pouco e as boas lembranças se misturaram com a insatisfação do momento. Imagens de um passado recente, emblemas da esperança, dançando com denúncias, escândalos e promessas não cumpridas ao som do antológico tema da primeira campanha presidencial de Lula, o eterno LULA LÁ, que saia de um carro de campanha para reeleição do nosso Presidente.

Foi triste. Não canto mais o Lula Lá emocionada, não vou chorar assistindo à posse do Lula, mas vou votar nele mais uma vez. Prefiro deixar o Brasil por mais quatro anos nas mãos do PT a devolvê-lo ao PSDB. Posso questionar se farão um bom governo, realmente não tenho certeza disso, mas estou absolutamente convicta de que Alckmin faria bem pior.

É isso. É Lula lá de novo e que o tempo não me traga arrependimento. Quem sabe eu ainda volte a me emocionar com ele mais uma vez.

Eu... - 23:17

Comente:

Domingo, Setembro 24, 2006


Voltava sozinha pra casa naquela manhã quente. Os óculos escuros escondiam as olheiras decorrentes da noite passada em claro e as lágrimas que insistiam em brotar.
Teve bastante tempo para pensar. Sabia que não se arrependeria da decisão tomada. Sabia que nunca mais voltaria àquele lugar. Todavia, nem a consciência e nem a convicção faziam diminuir a dor. A razão não consola.
Quis gritar, quis discutir e entender os porquês. Quis chorar e pedir e pedir pra ficar, mas não fez nada. Agiu com espantosa naturalidade. Vestiu-se, guardou seus pertences na bolsa, trancou seu coração no peito e despediu-se sorrindo.
Lá, escondido no meio dos seus sentimentos, desejou que ele a chamasse de volta, e esta micro partícula de esperança a acompanhou de volta para casa, mas isso ela jamais confessaria a ninguém.
Abriu a porta da casa vazia e entrou sentindo-se quase protegida. Foi direto para o banho e chorou, chorou e chorou ainda mais um pouco. Decidiu que não ia mais chorar. Escreveu um texto triste como forma de exorcisar tudo o que vivera nos últimos meses e especialmente naquela noite. Chorou mais uma vez, deu um suspiro profundo, não havia mesmo mais nada a fazer.
Tentou relaxar e de repente, num susto, percebeu que faltava algo. Procurou por toda parte. Perguntou-se se esquecera no cenário dos seus sonhos desfeitos. Lembrou de que quando deixou o local o trazia firme consigo. Procurou mais um pouco e nada. Não encontrou, havia perdido seu coração no caminho.

Eu... - 21:53

Comente:



Não espere meu sim, apenas venha e me tome pra si. Apareça de surpresa, não me de tempo para pensar. Seja firme e decido o bastante para passar por cima dos meus medos e indecisões. Eu vou testar você, vou duvidar de você várias vezes, vou quase enlouquecer você. Mas se você resistir e, contrariando todas as expectativas, permanecer ao meu lado, vai receber como prêmio aquele amor intenso e desvairado que você disse que nunca viveu e também beijinhos sem ter fim. Depois do trabalho massagem relaxante, cerveja gelado e corpo quente. Acho que consegue.

Eu... - 21:51

Comente:

Segunda-feira, Setembro 11, 2006


É meu aniversário e essa sou eu

Mulher
29 anos
Sociologia
Arte
Poesia
História
Borboletas no Estômago
Início
Cultura Popular
Brigadeiro de Colher
Cinema
Viagem
Mar
Telefone de Madrugada
Descobertas
Música
Amigos Sempre por Perto
Beijo na Boca
Política
Abraço Apertado
Água Gelada
Livros
Vento no Cabelo
Nascer do Sol
Olhos Grandes
Até as Seis
Estrelas
Internet
Fotografia
Cheiro Bom
Risada
Verdade
Espelho
Militância
Sonhos
Frio
Óculos Escuros
Brinco
Eu Nunca
Pastel de Feira
Amor
Etc
Etc
Etc

Eu... - 21:45

Comente:

Sábado, Setembro 02, 2006


É engraçado mudar a cor do cabelo, todos os comentários dos colegas do trabalho, os elogios carinhosos dos amigos, a cara de espanto dos porteiros do prédio onde eu moro, só não foi muito divertido passar frio por mais trinta segundos, além do necessário, até que o porteiro da noite me reconhecesse. Eu gostei mesmo do resultado... até arrisquei o batom vermelho ... ta certo que foi um tom opaco, mas sorri, saí por ai e me senti viva.

Já estava mesmo mais do que na hora de espanar a poeira, limpar as teias de aranha, trocar o cheiro de mofo por cheirinho de limpeza, mas não me venha com florais e fragrâncias enjoativas, limpeza pra mim tem cheiro de cloro. Aproveitei também pra jogar alguns papéis fora, fazer umas comprinhas, testar uma receita nova na cozinha, me dedicar de verdade ao trabalho ao invés de cumprir apenas minha obrigação com ar de quem não está nem ai para o mundo. Reencontrei uma velha amiga e descobri com ela que o verdadeiro pão de queijo mineiro, de São Paulo, é mais gostoso que o de Minas Gerais e também que experiências novas são muito bem vindas, mas às vezes você simplesmente não está pronta para elas. Estou tentando abrir espaço no meu coração e na minha agenda pra algumas possíveis novas amizades e ocupando meu tempo livre com mais atividades úteis e prazerosas e menos com a inércia na frente da TV... parece até que ainda existe aprendizado pra alguém indisciplinado mesmo depois da faculdade.

Em alguns instantes posso dizer que fui tomada de assalto pela vida e uma descarga de sentidos preencheu minhas lacunas. Senti o sol queimando minha pele, o vento desalinhando meus cabelos vermelhos, em outros instantes foi o frio gelado que me envolveu, mas ainda assim pude perceber que há vida. E que nessa vida, às vezes, vê-se um fato ou uma notícia capaz de aumentar a fé, a esperança e o ânimo de levantar da cama todas as manhãs, como saber do trabalho de visitas monitoradas para deficientes visuais na Pinacoteca do Estado. Nestas visitas os cegos podem tocar nas esculturas, que receberam uma cobertura especial, e em algumas réplicas em 3D dos principais quadros do museu. Pode-se explorar cada detalhe da reprodução e os monitores ainda explicam a obra para os visitantes proporcionando uma compreensão completa. É uma forma admirável de democratização da arte e de inclusão social pra quem é diferente, mas sente a vida do mesmo jeito que a gente.

É isso.

Eu... - 17:14

Comente:

Segunda-feira, Agosto 14, 2006


Assustadoramente ruiva e com alguma vontade de fazer algo. Cansada de esperar acontecer e morrendo de medo de ficar no vermelho na contabilidade de ano novo. Ação.

Eu... - 21:07

Comente:

Domingo, Junho 04, 2006


Quando eu voltar a viver, volto a escrever.

Eu... - 10:45

Comente:

Segunda-feira, Maio 01, 2006


Eu te amo como se ama o passado de inocência, sonhos e fé...

Eu... - 19:53

Comente:

Domingo, Abril 16, 2006


Eu bebo a sua bebida preferida pra lembrar o gosto da sua boca. Eu assisto na TV, seu programa preferido pra me sentir perto de você. Eu ouço sua música preferida pra me sentir na mesma sintonia que você. Mesmo você estando tão longe ainda manda na minha vida. Incrível isso, não é?

Eu não sei dizer quando foi que você se tornou tão importante pra mim. Sei apenas que agora o que sou é, na verdade, o que você fez de mim ou o que me tornei depois de conhecer você. Parece confuso, mas não é. Eu é que não sei escrever bonito.

Isto me lembra que eu já tentei escrever coisas bonitas pra te conquistar e pra te excitar também. Eu até consegui te excitar, pena que durou tão pouco, aliás quase sempre durava muito pouco. Então porque é que eu ainda assim sentia o cheiro do infinito no quarto? Acho que você confundiu meu olfato e todos os meus outros sentidos.

Eu ainda espero você voltar, sabia? Eu ainda quero beber com você, assistir à TV do seu lado, ouvir o rádio de manhã e torcer pra tocar aquela música que você gosta tanto e que eu me esforço pra gostar também, embora me irrite o jeito cheio de firulas que esse cara canta.

Seu estilo animado demais e festeiro me assusta um pouco, eu tenho medo de não conseguir te acompanhar, mas eu quero tentar de verdade. Tenho uma curiosidade enorme pra ver se sua boca ainda tem aquele gosto que eu conheço e gosto tanto. Quero absurdamente ouvir suas estórias e saber tudo o que você viveu, mas eu confesso que morro de medo de alguma coisa distanciar a gente. Eu tenho medo do tempo que passa, tenho medo da rotina que nos sufoca, das atividades que se sobrepõem, tenho medo de ficarmos contando estórias do passado e de não sobrar nada em comum no nosso presente.

Eu... - 18:27

Comente:


Você está estressada andando pelas ruas do centro de São Paulo, mais precisamente pela Praça da Sé e, como se você já não tivesse problemas suficientes, um PM metido a herói, te alerta sobre um garoto que estaria olhando fixamente para a sua bolsa. Ele explica que você está na região que é vice-campeã no índice de furtos da cidade e que, portanto, deve tomar muito cuidado.

Você fica ainda mais estressada, principalmente porque sabe que ele tem razão, mas também porque você detesta PMs, especialmente aqueles metidos a heróis. Mas tudo bem, vai. O jeito mesmo é manter a bolsa bem junto ao corpo, resolver os últimos probleminhas e ir para casa.

Pronto, mas antes de ir pra casa você precisa de água. Entra em um boteco, senta no balcão com um pouco de nojo, é verdade, (não exatamente no balcão, mas naqueles bancos altos em frente ao balcão) e pede uma garrafinha de água. Você toma a água geladinha e sente a vida voltando pro seu corpo, olha pro lado e avista o Centro Cultural da Nossa Caixa. Você resolve entrar lá pra ver se sem alguma novidade. Você gosta daquele lugar, aliás você gosta de arte, você é chic. rs

Você entra, já bem calma, visita a exposição Deslocamentos e alguma coisa muda em você.

Descolamentos, um projeto da fotógrafa gaúcha Marie Ange Bordas, apresenta através de fotos e instalações multimídia a vida de pessoas e populações inteiras que são obrigadas a se deslocar de suas casas e de suas terras por causa da guerra. São imagens fortes e você se entrega às sensações propostas pela mostra e você pensa na vida daquelas pessoas que deixaram tudo pra trás. Chama absurdamente a sua atenção, a situação das pessoas que estão no acampamento provisório Kakuma no Quênia, há vários anos. Essas pessoas não podem sair daquele acampamento pra nada, não podem trabalhar nem mandar seus filhos para a escola, dependem de ajuda humanitária até pra comer, não podem mais nem sonhar. Seus sonhos ficaram em suas casas e provavelmente, eles nunca mais poderão voltar para lá, suas casas nem existem mais.

Você sente um alívio imenso por não haver guerra no Brasil e até esquece que de vez em quando você mesma diz que o povo devia fazer uma revolução sim, devia pegar em armas e iniciar uma guerra se for preciso, pra ver se assim diminuem as nossas terríveis diferenças sociais.

Você continua pensando nas pessoas que têm de deixar suas casas por causa da guerra, mas pensa também naquelas que saem dos seus países em busca de melhores condições de vida, fugindo das tais terríveis diferenças sociais. E você pensa forte nas pessoas que você ama ou que poderia amar, e que estão fora do Brasil, tentando ganhar dinheiro e ter uma vida mais digna.

Essas pessoas não saem da sua cabeça, você vai para a sua casa e continua pensando. Pensa na solidão que elas sentem, na saudade que não dá um descanso. Pensa em como deve ser ruim quando ficam gripadas e não têm ninguém pra fazer um chá e lembrar a hora dos remédios. Você pensa que elas devem sofrer preconceitos, discriminações, pensa que estão longe dos seus parentes e amigos e que entre todos que ficaram, deve ter alguém que sonha todas as noite com a sua volta

Você fica triste, sente saudade, não para de pensar nas pessoas do acampamento de Kakuma nem nas pessoas que você espera que voltem pro Brasil. Você é boa em esperar...

Eu... - 16:10

Comente:

Terça-feira, Março 21, 2006


Por enquanto foi só um Freak Show o documentário exibido no Fantástico da Rede Globo, sobre a infância afundada no tráfico de drogas em favelas de várias regiões do Brasil. Nada além disso.
A classe média ficou em choque, estarrecida, com o garoto dizendo que queria ser bandido quando crescesse e outras cositas mas, mostradas no documentário. O assunto dominou todas as conversas de bebedouro.

Claro que eu também achei terrível, mas não assisti inteiro não. Assim que vi do que se tratava, mudei de canal e tornei mais ameno meu final de domingo, numa espécie de auto-preservação, já que a segunda-feira me aguardava.

Eu não viro a cara pra realidade não, muito pelo contrário. Eu a conheço de perto e não preciso de nenhum show de horrores pra concluir que precisamos fazer algo pelas nossas crianças que são o futuro do Brasil. Discurso manjado demais este.

O que vai acontecer agora? A Globo vai continuar mostrando algumas matérias a respeito. E depois? Particularmente acredito que depois, nada!

Talvez membros bem intencionados da nossa classe média culpada se aventurem em projetos sociais e consigam interferir na realidade de algum grupo isolado e, com sorte, possam mudar mesmo a vida de algum garoto ou garota. Mas eu acho isso tão pouco!

Esta cruel realidade só vai mudar mesmo com transformações profundas e estruturais no Brasil. Precisa investimento em educação, precisa redistribuição de renda e eu não estou falando de projetos de assistência social, mas de trabalho e salário justo. Quando me refiro à educação, também não estou falando simplesmente de passar horas dentro de uma sala de aula, decorando conjugações verbais e regras matemáticas. Claro que a educação formal é fundamental, mas é preciso uma educação integral, para a vida, para o trabalho e para o lazer e investimento em cultura para superar a barbárie.

Precisa honestidade. Precisa olhar com respeito pra Coisa Pública. Precisa olhar com carinho para o outro. Precisa tanta coisa...
Mas não é impossível.

Eu... - 21:36

Comente:

Domingo, Março 19, 2006


Série Frases Emprestadas

Frase 3: Das Utopias. Se as coisas são inatingíveis... ora! Não é motivo para não querê-las... Que tristes os caminhos, se não fora a mágica presença das estrelas! Mário Quintana

Mario Quintana é o poeta mais fofo da Língua Portuguesa! Fofo não é exatamente um adjetivo que traga prestígio ao elogiado...mas é isso que ele é. Segundo as palavras que retirei de um site Quintana é o poeta das coisas simples.

Eu confesso que já tive mais utopias na minha vida e que elas eram muito mais fortes. Hoje sou mais cética. Acho que peguei esta frase emprestada numa tentativa desesperada de continuar acreditando em alguma coisa, além disso a frase é linda! Imagine o céu estrelado...é tão reconfortante! Não dá mesmo pra se sentir sozinho olhando um céu cheio de estrelas.

As utopias que me restaram é ainda acreditar que o amanhã pode ser diferente. É esperar sempre que coisas boas possam acontecer. Ainda acredito também na força transformadora da educação e da cultura, embora nisso existam diversas variáveis. Não há nada mais revolucionário que a educação engajada e comprometida com a justiça e a construção de um mundo melhor. Apesar de tudo ainda acredito nas pessoas, esta é a maior das minhas utopias, e espero coisas boas delas. Não vou negar que me decepciono algumas vezes, mas acho que não acreditar em ninguém é pior e me faz sentir muito sozinha.

E assim eu sigo, admirando as estrelas, acreditando na educação e nas pessoas, esperando coisas boas para qualquer momento e tentando melhorar meu mundinho onde cabem todos os meus outros sonhos.

Eu... - 18:37

Comente:

Terça-feira, Março 14, 2006


Há quase 20 anos eu choro no final de Dirty Dancing! Será que devo me preocupar com isso?

Eu... - 17:40

Comente:

Sábado, Março 11, 2006


Continuando a série Frases Emprestadas

Frase nº 2 Uso palavras para compor meus silêncios, também de Manoel de Barros:

Uso mesmo, uso sim, me calo pra dizer tudo, escrevo pra sentir o mundo. Escrever é como enxergar com a pele, como tocar com os sentimentos. Escrever é viver imortal à espreita do mundo, é olhar pela janela e não se arriscar, mesmo se jogando do alto.

Eu não digo tudo que sinto, mas eu sinto tudo que escrevo. Eu me escondo atrás das minhas palavras pra me mostrar melhor do que sou.

Eu escrevo pra fazer algum sentindo e me calo pra continuar sentindo...

Eu... - 20:08

Comente:

Sábado, Março 04, 2006


Uma frase atribuída a Nietzsche diz que Temos a arte para que a verdade não nos destrua. Concordo plenamente com este pensamento e elejo a habilidade de contar estórias como a mais libertadora e necessária das manifestações artísticas.

Uma estória bem contada nos faz viajar, emociona, ensina e distrai. E vale tudo pra contar boas estórias, teledramaturgia, cinema, teatro e o bom e velho livro. Até quando a estória não é muito boa ela pode se transformar nas mãos de um bom contador.

Muitas vezes, especialmente no cinema, e estória em si não é o que mais conta, muito mais importante e envolvente é a forma como a trama se desenvolve e faz com que nossos olhos não se desgrudem da tela, nossa respiração acompanhe o ritmo dos acontecimentos e dos efeitos sonoros. E de repente fazemos parte daquilo tudo.

Comigo é assim, me envolvo absolutamente com as estórias que assisto e que leio. Eu queria ter conhecido o Pequeno Príncipe, ter corrido com o Forrest Gump, queria ser a melhor amiga da Lisbela, e que a Amelie Poulin resolvesse fazer alguma coisa por mim. Eu queria mergulhar na Lagoa Azul, ter um professor como o de Sociedade dos Poetas Mortos e ser professora do garotinho de A Corrente do Bem. Queria ser vizinha do Bentinho e da Capitu, passear pela praia com a Moreninha, flertar com o Moço Loiro, ir a um dos saraus promovidos por Aurélia Camargo depois que se tornou a Senhora. Queria assistir aos filmes censurados de Cinema Paradiso...

Quanta coisa, não é?? Acho que eu deveria mesmo pensar em sem escritora ou cineasta!

Eu... - 22:06

Comente:

Terça-feira, Fevereiro 21, 2006


Série Frases Emprestadas

Frase nº 1 Tudo que eu não invento é falso, de Manoel de Barros

Manoel de Barros é um cara muito criativo e com uma sensibilidade bem particular. Ele escreve coisas lindas e de um jeito também muito lindo. Esta frase está no livro Memórias inventadas - A infância, cheio de ilustrações, encantador para ver e ler.

Sobre mim esta frase diz muito, eu me sinto bem assim, preciso me ver em tudo o que faço. Tudo o que chega até mim precisa ser assimilado, degustado, digerido, precisa fazer sentido. Caso eu não encontre o tal sentido em mim, na minha vida, no que está à minha volta e se confunde comigo, não sou eu. Não dá pra ser mecânica, nem sempre dá pra ser apenas profissional e seguir as regras, eu preciso me ver ali, preciso gostar de alguma coisa, preciso construir a minha própria verdade, preciso me reinventar e sempre inventar coisas novas e sentidos que façam algum sentido. Tem que ter alguma poesia desenhada, alguma verdade colorida, tem que ter um sentimento que aflora e cresce e domina tudo e me domina porque eu estou em todas as coisas que eu invento e fora disso é tudo muito falso.

Eu... - 12:50

Comente:

Sexta-feira, Janeiro 27, 2006


Como seria bom se em vez de sonho fosse realidade...

Um prédio charmoso e bem localizado, com dois apartamentos por andar. Eu morando lá e tendo como vizinhos os amigos de quem eu gosto tanto. Imagina que alegria...morar ao lado da Marina, a Raquel no andar de cima, a Carol no andar de baixo, comer bolo peteleco na casa do Odi, ouvir o Cris ensaiando de vez em quando, brincar com filho da Tati e saber dela qual foi a última que nosso mascotinho aprendeu. Ter a Kátia por perto, feliz ao lado do Denis, a Tiça e o seu amor, a Karla e o Marceu juntos pra sempre logo ali no terceiro andar, as longas conversas com o Edison e o riso solto da Paulinha, os debates inquietantes com o Fabiano...tenho certeza de que seríamos grandes amigos. Rodolfo e João Marcelo comandando os mais animados churrascos, namorando meninas legais que virem amigas também.

Eu queria muito viver assim, quem sabe depois de voltar da viagem do texto ai de baixo, acompanhada do amor que fui buscar além mar.

Eu... - 00:16

Comente:

Segunda-feira, Janeiro 09, 2006


No sonho dá tudo certo e é tudo perfeito. Eu vou ao seu encontro e você me recebe com o maior amor do mundo.

Eu consigo juntar uma grana legal (eis o primeiro milagre), embarco em um avião à prova de turbulências (o segundo) e vôo em direção a uma nova vida cheia de surpresas e felicidade ao seu lado. Você está me esperando no aeroporto, ansioso e feliz, convicto de que eu sou a mulher da sua vida. Nossos olhos se encontram de longe, corremos ao encontro um do outro e neste instante minhas malas não pesam nada (o terceiro milagre). Nos abraçamos com tanta força e urgência que posso sentir seu coração em compasso com o meu, nossos batimentos se confundem como se meu sangue corresse em suas veias.

Você me leva pra sua casa e diz que agora ela também é minha (mais uma milagre), vamos direto para o quarto onde uma cama enorme, com lençóis de algodão muito brancos e perfumados, coberta por pétalas de rosas nos aguarda (tudo bem, eu dispenso as pétalas, mas o lençol branco de algodão é imprescindível). E nós nos amamos ...

Ops, ainda não.

Primeiro eu preciso de um banho, você precisa que eu tome banho, afinal fiz uma longa viagem, atravessei o oceano, e um banho é mesmo necessário. Agora sim, com meu corpo fresco e minha pele macia e cheirosa podemos saciar nosso desejo há tanto tempo reprimido.

Não, ainda não.

Eu não encarei a comida do avião e estou com o estomago nas costas, é complicado... Então, para completar a obra divina, você prepara um jantar delicioso para nós dois (o derradeiro milagre). Jantamos com direito a brincadeirinhas fofas, que aos olhos de qualquer pessoa soariam como ridículas, mas como estamos apaixonados ganham o status de fofura total. Conversamos sobre assuntos banais e fazemos inúmeros planos de passeios, você promete me mostrar o mundo novo que eu estava ansiosa para conhecer e desfrutar. De repente o silêncio, o suspiro, a mordida nos lábios e o beijo, o beijo que marca o inicio.

Agora não falta mais nada, estou de banho tomado e devidamente alimentada...só falta você para me satisfazer completamente...Será mesmo? Não estarei muito cansada? Não estarei com sono? Não estarei com medo????

Estamos falando de sonho não é? Então não estou com sono, nem cansada e muito menos com medo. Sou apenas desejo e você também é. Nos amamos com paixão e delicadeza, enlouquecidamente até o dia clarear. Adormecemos encaixados um no outro e acordamos sem o bafinho manhã (eis o verdadeiro milagre ) prontos para começar tudo novamente.

E assim seguimos, eternamente felizes, sem nunca enjoarmos da rotina, sem olharmos para o lado e muito menos para trás. Sem nada para atrapalhar, sem terceiras pessoas, sem mau humor após um dia estressante de trabalho, sem TPM, sem problemas por falta de dinheiro, sem amigos irritantes, sem amigas oferecidas, sem saudades do que ficou, sem recados suspeitos no orkut, apenas a paz de um amor tranqüilo.

Afe! Que se não fosse um sonho eu ficaria enjoada!

Eu... - 16:54

Comente:

Sexta-feira, Dezembro 02, 2005


Eu tenho medo de ficar presa na porta giratória do banco. É um medo bobo, infundado, absurdo mesmo, mas eu tenho. Sempre que preciso ir ao banco, gasto alguns segundos imaginando como seria se a porta, de repente, travasse comigo ali e eu ficasse presa naquele espacinho de nada com todo o mundo olhando pra mim. É tão assustador que quando vou passar pela tal porta, passo bem devagar, como se não quisesse nem ser notada. Eu nunca soube de alguém que tenha ficado preso, mas ainda assim penso que isso pode acontecer comigo, justamente qdo eu não estiver esperando, entrando bem tranqüila ou saindo do banco já com os problemas resolvidos, aí, de repente, táh, a porta trava. Ai, melhor nem imaginar.

Mas eu não estou sozinha nessa estória de medos estranhos. Sim, fiz questão de pesquisar entre meus queridos amigos: A Karla tem medo de que a câmara de bronzeamento artificial cozinhe seus órgãos. A Karla nunca pegou uma corzinha naqueles sarcófagos modernosos, mas ela tem muito medo de que isso aconteça. Ela pensa em um dia fazer, mas vai que a seja vítima da tal tragédia. Porque pode acontecer, pode sim, a Karla ficou sabendo que aconteceu com a nora da vizinha da tia do pai da cunhada da senhora que é dona da cantina da faculdade e a coitada morreu! Horrível, não é? Mas deixe-me contar uma coisinha: os medos da Karla acompanham a moda dos noticiários mundo-cão. Antes seu maior medo era de quebrar a coluna no tobogã. Isso mesmo, vocês não estão sabendo? Aconteceu com o filho da costureira que costura pra prima do interior da vizinha da tia do meu pai. Coitado, foi descer no tobogã, todo feliz e quebrou a coluna, nunca mais andou...

Já minha amiga Tati tem um medo de pobre, medo não, é um verdadeiro pânico. Ela vive esperando o pior, sempre acha que vai cair do ônibus na hora de descer. Toda vez, diariamente, o mesmo pavor, a mesma certeza de que o motorista vai acelerar e que, numa queda ela vai ao chão, sem direito aos três cavalheiros de chapéu na mão, como aconteceu com a sortuda da Terezinha de Jesus. Pobre Tati...

O pai da Karla tem um medo até conveniente embora meio limitador. Ele acha que a qualquer momento o fogão vai explodir. Aí né, já viu, não ajuda a cozinhar, principalmente se o forno estiver sendo usado, nesse caso ele prefere nem entrar na cozinha. Uma boa estratégia é deixar a louça pra ele.

O meu amigo que também é namorado da Karla tem medo de morrer eletrocutado no chuveiro. Tomar banho em um lugar novo é um verdadeiro martírio. Ele vai com todo o cuidado, estica bem o braço e abre a torneira com a toalha na mão pra se proteger do pior, é sempre assim. Melhor mesmo prevenir, vai que acontece.

Meu grande a talentoso amigo Cris tem medo de tempestade quando está sozinho. Achei esse medo meio bobo e comum demais. No lugar dele, que é músico, eu teria medo de ficar cego com a corda da guitarra. Imagina só, ele estica bem a corda, bem meeesmo e na hora de tocar, com o bar lotado, a corda arrebenta e com toda a força atinge o seu olho. Seria uma tragédia sem proporção. Claro que esse medo ia atrapalhar bastante a sua vida dele, já que ele vive da música, mas...

Tem também o Carlos e o seu medo. Ele morre de medo de que um raio caia em sua casa, mas esse medo só se manifesta quando não tem mais ninguém em com ele. Sempre que dorme sozinho o Carlão tira da tomada todo aparelho eletro-eletrônico. Não deixa nenhum ligado! Deve ser pra minimizar o estrago caso o tal raio decida mesmo atingir o seu lar doce lar. Ah, ele também tranca bem a porta e depois que se deita, levanta da cama só pra conferir se está tudo desligado e se as portas estão bem fechadas. Mas como eu disse, essa neurose toda só se manifesta quando não tem mais nenhuma viva alma em casa...eu acho é que o Carlão tem medo de ficar sozinho, mas dizer isso assim pode prejudicar sua fama de mau.

Eu também tenho muito medo de ficar sozinha, mas esse medo não é nem um pouco estranho. E você? Tem medo do que?

Eu... - 15:43

Comente:

Quinta-feira, Dezembro 01, 2005


Eu amo tanto e de um jeito tão compulsivo que prefiro o não amor. Digo que não amo, fico em silêncio, ignoro, pra fingir que só não estou ao lado daqueles que amo por opção. Alguma coisa do tipo: eu não queria mesmo. Faço que não ligo, que não tenho vontade de ver todos os dias, de conversar, de saber tudo, de entrar na alma, de ser necessária, única e imprescindível.
Na verdade é isso que eu quero, é disso que eu preciso pra realizar meu amor e meu amar. Como diz a letra da canção, muito pra mim é nada, tudo pra mim não basta, eu quero cada gesto, cada palavra, cada segundo da sua atenção.

É tudo ou nada, tudo ou meu silêncio, tudo ou meu aparente descaso, tudo ou a solidão do meu quarto.

Eu... - 16:20

Comente:

Sábado, Novembro 19, 2005


FRAGMENTOS de viagem

Tocou funk no templo do rock e os visitantes vindos da ilha de consciência e cultura dançaram alucinadamente. Não entendo mais nada.

O casamento foi o melhor! A noiva estava linda e feliz. Dançou tudo o que quis, bebeu tudo o que agüentou, até cansar, até cair. Caiu e foi pra casa apoiada em seu amor. Como deverá ser para o resto da vida. A noite de núpcias teve de ser adiada, mas ninguém reclamou. Eles terão todo o tempo do mundo.

O sol de sempre, especialmente belo durante a despedida, o céu com todas as cores possíveis, o mesmo cheiro, sabores novos e outros já conhecidos, novos sons, batidas, pegadas, novos rostos, novos nomes, sensações conhecidas, descobertas inusitadas. Vontade de ficar, certeza que passou. Buscas frustradas, surpresas impensadas. Encontros bonitos, reencontros definitivos.

Mais de mim por ai, eu quase não cabendo aqui.

Eu... - 11:10

Comente:

Quarta-feira, Novembro 02, 2005


O Último

Eu não vou mais escrever sobre você. Não quero tirar conclusões sobre o que aconteceu ou sobre o que não aconteceu entre nós. Não vou tentar interpretar suas palavras nem seus silêncios. Na verdade não quero mais nem pensar neste assunto. Não procuro por explicações, não faço análises, não quero me lamentar e nem perguntar o porquê. Já é triste demais saber que eu cheguei a odiar tudo o que vinha de você e o afastava de mim e que, em contrapartida, você odiava tudo o vinha de mim e o afastava de suas metas. Importa apenas saber que acabou.

Acabou e agora estou repleta do vazio de não ter você. Restam meu sorriso gelado e diplomático, minhas piadas sarcásticas sobre meu fracasso e a certeza de que isso vai passar. Em breve você será só mais uma lembrança, e isso é muito pouco pra quem queria que você fosse tudo.

Também não quero que este seja um texto rancoroso, estou triste sim, mas estou tranqüila. Claro que eu queria enlouquecer um pouco, gritar com você, chamá-lo de hipócrita e imbecil. Claro que eu queria desconstruir toda essa imagem de perfeição que você criou pra sua vida. Mas nada disso traria você de volta.

Claro que eu queria chorar baixinho e te pedir pra me amar. Claro que eu queria te convencer de que tua paz está entre meus seios e que dos meus braços você vai tirar mais forças pra matar seus leões diários. Mas com que argumentos? Gritar não adianta, implorar não adianta, nem chorar adianta.

Eu vou jogar esse sonho fora e vou continuar meu caminho, assim leve, sem dor e sem amor, até que eu conheça alguém novo.

Eu... - 15:48

Comente:

Quinta-feira, Outubro 13, 2005


Desta vez eu tenho apenas você como alvo, mas minha seta não te alcança. Você está sempre em movimento, seguindo em outras direções. Você tem objetivos e eu tenho somente um sonho. Você tem metas e eu estou transbordando sentimentos. Você tem um nome a zelar, uma imagem pra preservar e eu sou toda vontade de amar. Enquanto você se preserva eu me suicído. Você fica aí com seus projetos a concretizar e eu aqui, só querendo te beijar até cansar. Você pensa em futuro e eu também, a diferença é que você vai longe enquanto eu fico no amanhecer com vontade de fazer amor com você, mas você nunca pode ... você precisa descansar pois tem um dia cheio pela frente. Tem que tomar banho, fazer a barba, escolher a roupa, combinar a calça com o paletó, o paletó com a camisa, a camisa com a gravata, a gravata com cinto, o cinto com o sapato, o sapato com a meia, a meia com a calça, mas nada disso combina comigo.Você tem que preparar o café, comprar pão, tomar café. Você precisa comer pão todas as manhãs com sua manteiga retinha na mantegueira (sim, eu disse manteiga e não margarina). Tem que esquentar o leite, provar o leite e ver que não está quente o bastante. Eu nunca entendi porque você não marca o tempo suficiente desde a primeira vez. Você come, aí tem que tirar a mesa e recolher todo o farelo de pão, sim, porque você não gosta de bagunça. Aí você me abraça, me dá um chocolate e diz, vamos? E eu vou...assim meio frustrada. Mas se você me chamar, eu volto e ainda arrumo a cama pra você.

Eu... - 08:24

Comente:

Segunda-feira, Outubro 03, 2005


Foi um final de semana cultural.
No sábado fui assistir ao documentário Vlado 30 anos depois, do diretor João Batista de Andrade, que fala sobre a vida e, principalmente, a morte do jornalista Vladimir Herzog, nos porões do DOI-CODI. Esse documentário me fez pensar muito em muitas coisas e me trouxe muita vontade de voltar a estudar. Eu sempre li sobre esse período da História do Brasil e sempre tive vontade de estudar mais profundamente a respeito, mas me invadia sensação de que tudo já havia sido dito. Após ver Vlado tive a certeza de que estava enganada, ainda há muito a se dizer sobre os anos de chumbo. E muito mais ainda sobre as personagens quase anônimas, aquelas que não pegaram em armas e nem foram para o exílio, mas que resistiram apenas com a força das idéias e das palavras, e que permaneceram aqui no Brasil com a constante sensação de nó na garganta. Eu ainda vou voltar a falar sobre isso.

No domingo fui conhecer a Sala São Paulo, o último dos mais importantes espaços culturais da cidade que eu ainda não tinha visitado. O lugar é bonito mesmo, vale a fama que tem. Eu poderia escrever uma dissertação sobre essa ilha de cultura e elegância bem no meio de uma das regiões mais degradadas do centro de São Paulo, mas não estou com vontade. Prefiro falar sobre o espetáculo, uma encenação dos Saltimbancos do Chico Buarque, com o acompanhamento de orquestra e coral do projeto Guri, da Secretaria Estadual de Cultura do Estado de São Paulo. Foi lindo! A peça por si só já vale sair de casa na chuva, eu adoro as músicas! Mas foram as crianças que mais me chamaram atenção, crianças carentes de tudo, que têm na música a chance de resistir e de sobreviver nesse mundo cão. Eu que sou cética e desencantada, vendo aqueles garotos quase assaltando o céu, com seus instrumentos reluzentes e suas vozes afinadas, senti uma vontade enorme de voltar a acreditar em alguma coisa, especialmente na educação de crianças e jovens e na força subversiva da arte.
Eu também vou voltar a falar sobre isso.

No final é tudo a mesma coisa, a mesma vontade de mudar, de melhorar a vida e o mundo em que se vive.

Eu... - 09:06

Comente:

Segunda-feira, Setembro 26, 2005


Adriana Calcanhotto Senhas

Eu não gosto do bom gosto
Eu não gosto do bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto
Eu aguento até rigores
Eu não tenho pena dos traídos
Eu hospedo infratores e banidos
Eu respeito conveniências
Eu não ligo pra conchavos
Eu suporto aparências
Eu não gosto de maus tratos
Mas o que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto do bom senso
Eu não gosto dos modos
Não gosto
Eu aguento até os modernos
E seus segundos cadernos
Eu aguento até os caretas
E suas verdades perfeitas
Mas o que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto do bom senso
Eu não gosto dos modos
Não gosto
Eu aguento até os estetas
Eu não julgo a competência
Eu não ligo para etiqueta
Eu aplaudo rebeldias
Eu respeito tiranias
Eu compreendo piedades
Eu não condeno mentiras
Eu não condeno vaidades
Mas o que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto do bom senso
Eu não gosto dos modos
Não gosto
Eu gosto dos que têm fome
Dos que morrem de vontade
Dos que secam de desejo
Dos que ardem¿

Eu... - 12:39

Comente:

Quarta-feira, Setembro 07, 2005


Inspirado em quem eu gosto, dedicado a quem eu quero amar

Eu... - 11:09

Comente:

Segunda-feira, Agosto 15, 2005


Quem me conhece de perto ou entra aqui com freqüência percebe o quanto as koisas do coração me são estranhas. Pois é, mais uma vez eu estou apaixonada e como quase sempre acho que esta é a mais forte de todas, que é a paixão definitiva, que é onde se encerra todo o meu desejo. Como não podia deixar de ser, o caso é complicado, desses com todas as dúvidas e nenhuma resposta, com todo e tesão do mundo e muitas reservas, com toda vontade de viver e o medo que paralisa. O tudo e o nada, o corpo fervendo e a alma assustada.
Aí eu lembro do poeta e ouço a música que não para de tocar e eu já adotei como minha. Parece comigo, queria pra mim... Mas continuo confusa.

Variações sobre o mesmo tema nas palavras de quem sabe dizê-las

Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação. Não em outra alma.
Só em Deus ou fora do mundo. As almas são incomunicáveis.
Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo. Porque os corpos se
entendem, mas as almas não.

A Arte de Amar (Manuel Bandeira)

Sempre que te vejo assim linda, nua e um pouco nervosa
Minha velha alma cria alma nova, quer voar pela boca, quer sair por aí
E eu digo calma alma minha, calminha, ainda não é hora de partir
Então ficamos, minha alma e eu olhando o corpo teu sem entender
Como é que a alma entra nessa estória, afinal o amor é tão carnal?
Eu bem que tento, tento entender, mas a minha alma não quer nem saber
Só quer entrar em você, como tantas vezes já me viu fazer
E eu digo calma alma minha, calminha. Você tem muito o que aprender.

Alma Nova (Zeca Baleiro e Fernanda Abreu)

Eu... - 14:17

Comente:

Sábado, Julho 30, 2005


Quero escrever sobre a paixão, mas é tão difícil!

Impossível descrever o desvario de sentimentos e a emoção que envolve a alma e o corpo de quem se apaixona. O coração acelera, as mãos transpiram, as pupilas dilatam, o rosto ganha um colorido. Músicas viram trilha sonora, poesia, inspiração para declarações românticas, romances mais parecem previsões do inexorável final feliz para o casal. As amigas participam de tudo, ouvem com atenção a insuportável apaixonada, ainda que ela repita incansavelmente as mesmas estórias. Ela fala do quanto está feliz, do medo que sente às vezes, de como ele é bom na cama, conta os elogios que ele lhe faz e dos pequenos planos para o futuro que fazem juntos.
Estar apaixonada pode ser como estar no céu ou no inferno, às vezes, simultaneamente ou com o breve intervalo de algumas horas entre as duas sensações. Quando a paixão é correspondida é como alçar os mais altos vôos ao céu do mais puro brigadeiro e descansar numa nuvem de ouro em pó com seu anjo perfeito ao lado. Agora quando ocorre o contrário, descemos às profundezas obscuras pelas asas da frustração. A dor da rejeição é tão forte que causa mal-estar físico e fazemos a todo instante, perguntas do tipo: O que tem de errado comigo? Por que ele não sente o mesmo por mim? Não sou bonita o suficiente? Ou inteligente ou simpática ou magra o suficiente? Mas o pior mesmo é quando persiste a dúvida. Sabe quando parece que rola, mas não dá para ter certeza? Quando em um momento ele se mostra interessadíssimo depois some, e depois volta, te enche de expectativas aí some de novo e pra piorar ele dá explicações convincentes, se mostra empolgado, mas não fala de sentimentos, não faz a solene declaração, não olha no fundo dos seus olhos e diz a frase dos seus sonhos, que nessa altura se resume a um eu to gostando de você. Ele faz você ir do céu ao inferno em poucos instantes e você não consegue fugir, não pode ir embora. Você vai céu mesmo sabendo que essa viagem inclui uma escala ao lado do Coisa Ruim. Mas isso é normal, não é? Como diria o célebre filósofo faz parrrrte.
A verdade é incontestável, emoção nenhuma se compara à felicidade de uma paixão correspondida, intensa, verdadeira. Aquele encaixe perfeito, aquele beijo perfeito, gostoso que continua gostoso mesmo após milhões de beijos serem dados. Bom mesmo é assim, quando dá certo e a gente acredita que vai virar amor, eterno, perpétuo. Paixão assim vale a pena. Paixão sempre vale a pena.

Eu... - 18:25

Comente:

Terça-feira, Julho 19, 2005


Eu também vou reclamar

Já faz algum tempo que eu me alienei do governo LULA e dos acontecimentos em Brasília. Há um tempo visitava com freqüência o site do MELA ¿ Movimento dos Eleitores do Lula Arrependidos, depois desisti, parei de ler a respeito e de esperar alguma coisa realmente boa do ex-sindicalista, do Lula indignado no palanque, líder inconteste das grandes greves do ABC, mas também não esperava nada de tão ruim. Para mim ele estava totalmente cooptado pelo sistema, mas não corrompido.
Sempre achei que apesar da frustração, acertamos ao eleger Lula, Presidente da República. Tratava-se de uma espécie de compromisso com a história. Caso a oportunidade nunca fosse dada a Lula, ele assumiria a figura do mito injustiçado, o messias renegado, o salvador da pátria sufocado pelos mandos da elite. Assim, após alianças questionáveis que garantiram sua aceitação entre os mais desconfiados, LULA tornou-se presidente do Brasil e foi alçado ao posto de maior liderança popular da América Latina.
A nação esperou, mas as grandes transformações não vieram, Lula e sua equipe aprofundaram a política de FHC e ainda assistimos ao fiasco do projeto Fome Zero. A balança comercial apresentou números favoráveis, resultado mais da conjuntura internacional e do nosso clima tropical do que de investidas da equipe econômica do governo, os juros estão entre os mais altos do mundo e dos dez milhões de empregos prometidos ainda não sobrou nenhum pra mim e para diversos amigos meus.
Contudo se ficasse só nisso estaria bom, o pior é que agora somos diariamente bombardeados por uma série interminável de escândalos. Há quem diga que a situação está mais caótica do que na era Collor e que PC Farias é peixe pequeno se comparado a Marcos Valério e Delúbio Soares. Há quem diga também que LULA não sabia de nada, mas não acredito nisso. Penso ser pouco provável que o homem que chegou à Presidência da República seja ingênuo ou mesmo que não se envolva nos assuntos internos do Partido dos Trabalhadores, ele sabia sim e certamente concordou com tudo em nome da tal governabilidade.
E agora José? José Genoíno, José Dirceu? A festa acabou. O sonho acabou? Qual caminho devemos seguir? Tudo parece tão nebuloso. Eu me sinto perdida, queria acreditar em alguém, em um projeto coerente e viável de Brasil, eu queria acreditar, mas não estou conseguindo ... Onde foram parar as minhas utopias?
É muito difícil seguir assim, pareço vazia, mas estou cheia de vontade de escrever e de viver também...

Eu... - 23:50

Comente:

Quinta-feira, Junho 16, 2005


Às vezes a gente precisa de um tempo assim, em silêncio, em suspense, pra pensar e repensar a vida ou pra não fazer nada e esperar, esperar, aprender, tentar melhorar sempre. Estou neste momento agora e não tem nada que eu sinta vontade de dizer, de externar. Sei que preciso voltar a escrever pois isso é parte de mim e eu não estou me sentindo eu mesma ultimamente. Eu vou tentar, juro que vou...

Eu... - 10:36

Comente:

Segunda-feira, Maio 09, 2005


O fim de tudo, às vezes não é o fim, pode ser apenas uma vírgula, um intervalo, ou ainda um novo começo...
Só o tempo leva à verdade.

Eu... - 12:22

Comente:

Sábado, Abril 30, 2005


Sei que vc nunca vai ler, por isso mesmo estou escrevendo, mas bem no fundo eu queria que vc lesse...

Tem tanta coisa que eu quero dizer, que gostaria de por algumas horas poder calar o mundo pra vc ouvir só a mim. Gostaria de ser capaz de congelar o tempo e paralisar todas as outras pessoas, e assim, mesmo que por apenas alguns instantes, tê-lo só pra mim. É, eu sou egoísta no que se trata de vc.
Lembra? Qdo vc namorou aquela loira? Eu sumi do seu caminho, vc perguntava por mim, mandava recados e eu continuei sumida por um tempo. E também qdo vc resolveu ir embora de Marília eu me afastei de vc para fugir do momento da despedida e para começar a tentar me acostumar com sua ausência. Teve ainda aquele dia em que vc foi para a 48 horas, conversamos um tempão, mas qdo todas as suas fãs se aglomeraram ao seu redor eu fui pra minha casa.
Eu realmente não sei dividir sua atenção. Um dos melhores ou talvez o melhor dia da minha vida foi aquele em vc me levou pra passear, e fomos só nós dois para várias lugares, entre eles aquela cachoeira. Nunca vou esquecer tudo que vivemos.
Aliás nunca vou esquecer tudo que aconteceu desde que nos conhecemos, ou melhor, desde qdo eu vi vc pela primeira vez na festa do Baticun. Depois te observei outras vezes na faculdade, até o dia em que falei com vc na saída da aula para o intervalo. Vc se lembra? Eu cheguei do nada, e disse que mesmo sem conhecê-lo eu gostava mto de vc e, para minha surpresa, vc disse que tbém já gostava de mim. Depois disso vc se tornou meu maior companheiro, pra todas as horas, de todos os dias.
Vc era tudo o que eu tinha naquele começo da vida Marília, eu contava com vc pra tudo e ia com vc pra qualquer lugar. Eu morreria por vc, naquele tempo, se fosse preciso, eu mataria por vc, eu entregaria meu futuro pra que vc nunca saísse de perto de mim. Eu renunciei a tudo em que acreditava e passei a crer apenas em vc, que já havia se tornado a minha religião, o meu centro, uma parte de mim, a mais bonita. Se eu acreditasse em vidas passadas eu diria que as nossas já se cruzaram anteriormente, se eu acreditasse na existência de almas gêmeas, eu diria que vc é a minha alma gêmea. O meu deus era vc.
E por esse sentimento ser assim tão forte a saudade é igualmente forte e eu não gosto de sentir saudade, não suporto conversas amenas ao telefone, recados banais na internet, apenas relembrando o passado. Não depois de toda a intensidade que permeou nossa amizade. Eu quero tudo ... ou ... nada.
É mesmo impossível falar de vc sem me emocionar, parecer piegas ou exagerado, mas houve um tempo em que foi graças a vc que mantive minha sanidade mental.
Desde o início eu soube que vc não era uma pessoa comum. Eu vi alguma coisa mágica em vc, um brilho diferente, uma energia especial e tão forte que era difícil compreender.
Em pouco tempo convivendo diariamente com vc, percebi que minha vida não seria mais a mesma, percebi que estava conhecendo o mundo de um jeito novo, e também experimentando uma nova forma de sentimento, que só se manifestou como amizade, mas que foi intenso como nenhum outro. Foi mesmo um encontro de almas, como costumávamos dizer.
Vc me salvou, foi meu farol, meu guia, meu amor, é meu irmão.

Eu... - 01:42

Comente:

Quinta-feira, Abril 21, 2005


Às vezes eu sonho coisas tão reais e cotidianas que parecem ser mesmo verdade, acordo sem saber direito o que é sonho e o que é realidade. Eu nunca sonhei com nada fantástico, como estar voando ou ser alguém ou alguma coisa muito diferente do que eu sou mesmo. Algumas vezes sonho que estou fugindo ou sendo perseguida, preciso escapar e em certas ocasiões não sei de quê ou quem, é estranho e assustador, acordo cansada, mas sempre consigo escapar ilesa. Eu queria entender mais sobre sonhos...

Eu... - 01:42

Comente:

Sábado, Abril 16, 2005


O Sol nas alturas
O sangue nas veias
A lua no céu
O brilho nos olhos
O pulsar no pulso
O cheiro do mar
O cintilar das estrelas
O toque dos dedos
O vai-e-vem dos quadris
O colorido do por-do-sol
O sabor do brigadeiro
A maciez do cabelo
As promessas de amor
O perfume do pescoço
O discurso bonito
A verdade da vida
O mistério da morte
As linhas da mão
Os acordes da canção
O ouro do pote
O final do arco-iris
O início de tudo
As palavras ao vento

Palavras apenas

Eu... - 00:36

Comente:

Domingo, Abril 03, 2005


Após 1 ano e três meses dizendo preciso ir ao Teatro Municipal...hoje eu fui. Minha primeira vez no templo maior da cultura erudita paulista. O lugar é simplesmente encantador, fantástico, nos deixa meio boquiabertos tamanho o seu esplendor.
Existe uma lenda que diz haver um fantasma habitando as dependências do teatro, inúmeros funcionários afirmam já terem visto. Eu nunca acreditei em fantasmas, mas depois que conheci o Teatro Municipal de São Paulo fiquei meio balançada, talvez seja mesmo verdade, talvez ele exista de verdade. Por que eu, se fosse um fantasma, com certeza escolheria aquele lugar pra passar o resto da eternidade.

Eu... - 13:34

Comente:

Quinta-feira, Março 24, 2005


Por mais que quisesse ela não passaria despercebida e como poderia? Qualquer outra sim, menos aquela, menos a dele. Sua boca atraia todos os meus sentidos...eu só podia olhar enquanto ficava ali, como hipnotizada diante dele, diante dela. O desejo crescia...a curiosidade crescia, eu via, mas queria sentir. Precisava sentir o toque, a textura, o calor, o sabor, até a consumação total. Até a entrega plena, o delírio do encontro, associação mais que perfeita. A sociedade ideal, segundo meus ferventes hormônios carentes. Sua boca presidindo, sua boca dominando e eu curvada aos seus pés, beijando seus pés e todo o resto, idolatrando sua imagem régia. Imagem de guerreiro, de deus supremo da ordem dos Homens da Boca Perfeita, com sua coroa de cachos escuros e desalinhados e seu grande e grosso cetro em riste.

Sou pra sempre súdita.

Eu... - 01:34

Comente:

Terça-feira, Março 22, 2005


Toda vestida de preto, mas desta vez não é apenas porque afina a silhueta, é uma espécie de luto mesmo. Veste preto porque sua alma e seus sonhos estão assim meio obscuros, porque estava sem saco pra coordenar peças e montar um visual qualquer. Precisava se vestir e não queria escolher. Não havia nenhum sinal de paixão para usar vermelho, nada de tranqüilidade para usar azul. Nenhuma paz e alguns kilos a mais para se atrever a usar branco. Havia receio de vestir qualquer coisa e pra complementar o mal estar, ser silenciosamente chamada de ridícula pelo olhar firme e invasivo de alguma garota metida a gostosa e supostamente feliz. Ou pela ausência total de olhares daquele cara quase gostoso pra quem vc daria só para se sentir viva, caso ele quisesse te comer, mas ele nem te olha. Uma espécie de suicídio ou assassinato consentido, gradual e paradoxal. Permitir que alguém invada seu corpo e desperte algumas sensações, te mate um pouco enquanto cria ilusão de vida e possibilidades. Confusão de sentidos.

Vestiu preto porque mais um sonho morreu, mas prosseguiu ainda que meio morta, porque era um sonho pequeno, um sonho substituto...quase um sonho de padaria, mais bonito que gostoso, que estraga fácil e que ainda te afasta ainda mais de poder vestir branco.

Eu... - 12:32

Comente:

Sábado, Março 19, 2005


Porque tem horas em que tudo que se quer é saber voar. Voar para bem longe, fugir do lugar frio e solitário em que está e se encontrar numa nova realidade repleta de surpresas e emoção.

Seria muito bom se aquela propaganda do Red Bull fosse verdade... juro que eu beberia um litro inteiro sem tomar folêgo para então, respirar fundo, voar alto e suspirar quando já estivesse ao seu lado.

Mas o slogan da campanha é apenas ilustrativa, metafórica. Posso me intoxicar de tanto ingerir o tal energético que o mais longe aonde eu iria, seria um hospital. Então eu continuo aqui, sem minhas asas, longe de você e ainda cansada de sentir saudades.

Eu... - 17:12

Comente:

Domingo, Março 06, 2005


Tempo de sonhos e possibilidades. Vontade de acreditar que é mesmo possível. Ainda não aconteceu, mas pode acontecer. Uma hora dessas, acontece. Você vai ver. Acredite.

No mais, apenas cansada de sentir saudade.

Eu... - 19:16

Comente:

Quinta-feira, Fevereiro 17, 2005


Momento Protesto

A constituição nos assegura o direito de ir e vir, mas e o direito de ficar? Eu não estou falando de passar um tempo junto, rolar alguma intimidade e não precisar ligar no dia seguinte. Estou falando de ficar no sentido de permanecer, de não ir embora, de não ter de lutar contra o tempo e a distancia para preservar vínculos. Por que sempre temos que partir? Por que chega uma hora em que alguém não pode mais ficar? Será que estamos condenados à eterna despedida, teremos que aprender ainda mais sobre a difícil arte de dizer adeus?

Soy contra! Acho injusto, dói... e eu detesto sentir dor.

Eu não quero mais ir nem vir, eu quero ficar.

Ilustração para meu momento protesto nas palavras de Martha Medeiros:

EU PENSO CONFORME O TEMPO
EU DANÇO CONFORME O PASSO
EU PASSO CONFORME O ESPAÇO
EU COMO CONFORME A FOME
EU AMO CONFORME A CAMA
EU SINTO CONFORME O MUNDO
MAS NO FUNDO,
EU NÃO ME CONFORMO

Pronto, passou, to feliz de novo!!!

Eu... - 23:21

Comente:

Domingo, Fevereiro 13, 2005


O ano está começando pra valer agora, depois do carnaval. Acho Carnaval um espetáculo muito lindo! Eu não sei sambar, não vou pra avenida, nem aos bailes, e também não gosto de axé, mas sempre vejo alguns lances pela televisão. Ao longo dos meus 27 anos (na verdade, no momento estou com 17) me lembro de ter brincado o Carnaval apenas uma vez, por influência de uma amiga, foi muito divertido, mas foi a única vez. Apesar disso eu gosto do Carnaval! Um dia, como curiosidade sociológica, ainda vou ao Sambódromo, ver de perto o show que deve ser o desfile das Escolas de Samba.
O Carnaval é um traço importantíssimo da nossa cultura, tanto que vários estudiosos já se debruçaram sobre o tema. É talvez um dos momentos mais democráticos, porque na avenida tem espaço pra todo mundo. Todos brilham igual, os membros mais humildes da comunidade, os estrangeiros que pagam uma pequena fortuna para desfilar e as celebridades da TV. Òbvio que as tais celebridades aparecem bem mais, mas todos dividem o mesmo espaço e fazem parte de um mesmo espetáculo lindo de se ver, admirado em quase todo o mundo. Claro que tem muito gringo que vê nossa festa como uma verdadeira suruba institucionalizada, inclusive utilizam as imagens como propaganda para o turismo sexual, mas como diria o célebre filósofo contemporâneo, faz parte.
O mais lindo da festa é a paixão que domina os foliões oficiais, os membros da Escola, sua dedicação à agremiação. Eles passam o ano inteiro se preparando para o grande momento, economizando para pagar a fantasia, construindo carro alegórico, costurando, se preparando intensamente para fazer bonito durante os momentos de glória. Na avenida todos os problemas do cotidiano são deixados de lado em nome de um sonho. Muitas vezes é este sonho que dá forças para enfrentar um ano inteiro de luta, dificuldades e até privações. Porque sem um sonho, tudo fica muito mais difícil e em nome desse sonho é que já na quarta-feira de cinzas, se começa a pensar no ano seguinte. E inicia-se o trabalho para que o desfile seja ainda melhor, maior, mais colorido, mais vibrante e apaixonante. Tem muita gente dita séria que acha isso um verdadeiro absurdo, vadiagem mesmo. Pergunta-se como um país com tantos problemas, com um número tão alto de pessoas de baixíssima renda se dá ao luxo de festejar desta maneira. Como tem gente que passa o ano inteiro vestindo roupas puídas só para poder se encher de brilho no carnaval?
Eu não tenho as respostas. Nunca fui bem em Antropologia, Sociologia da Cultura também não é meu forte, na verdade não estou falando como cientista social, apenas arrisco um palpite. Como diziam alguns colegas fazendo doer a alma do professor, no meu achismo eu acho que é por causa do sonho. Porque no final das contas é isso que conta, a magia, o brilho, o sonho.

Eu... - 19:21

Comente:

Sexta-feira, Fevereiro 04, 2005


Eu queria escrever uma Ode a alegria, mas eu nem sei direito o que é uma Ode, então eu vou ficar devendo. Eu poderia ainda dizer que é melhor ser alegre que ser triste, que a alegria é a melhor coisa que existe, é assim como a luz no coração. Mas o Vinícius de Moraes já disse. Claro que eu concordo com ele, entretanto isso não é nada inovador e tampouco privilégio meu. Mas eu ainda queria escrever algo que fosse alegre e colorido...

Para honrar o nome desse blog e sua função que nada mais é do que um espaço para o exercício do meu narcisismo, mais uma vez vou me concentrar em mim. Vejamos alguns momentos em que a alegria se faz presente em minha vidinha:

1 A hora do banho e os instantes seguintes. Adoro tomar banho e a sensação de que tudo de ruim está indo para o ralo, adoro sentir meu corpo fresquinho e perfumado, o cabelo molhado ainda com o cheiro forte do shampoo. Sinto que estou pronta para qualquer coisa depois do banho, inclusive atividades que fazem a gente transpirar, e que, muitas vezes leva a um outro banho.
2 Receber mensagens de gente que eu gosto. Amo ficar olhando para o computador com cara de boba e feliz da vida porque alguém especial lembrou de mim. Isto também acontece quando deixam um comentário bonitinho aqui no blog...fico toda felizinha e contente porque gostaram do que eu escrevi.
3 Algumas músicas, na verdade muitas músicas. Aquelas que costumávamos dançar, lembram meninas? Tem coisa melhor pra auto-estima de uma mulher do que ouvir e repetir Eu Sei que Eu Sou Bonita e Gostosa, das Frenéticas? É quase um mantra! Vou ficar só nessa porque se eu começar a citar todas as músicas que me deixam alegre, não paro de escrever.
4 Comédia romântica, não precisa nem explicar nada, adoro comédia romântica e se tiver uma boa trilha sonora como, por exemplo O Casamento do Meu Melhor Amigo e Dez Coisas Que Eu Odeio em Você, aí é o paraíso na terra.
5 Beijo na boca de quem sabe beijar. Fala sério, tem coisa melhor que beijo na boca, daquele te invade e tira o fôlego??? Não tem, não adianta. Há quem diga que o que vem depois é melhor, mas se o beijo não for bom, o depois não vai existir, o beijo é o melhor. Uma boa seqüência de beijo na boca consegue me deixar alegre por um bom tempo.
6 Balada com amigos e beber um pouquinho só o suficiente para se jogar sem inibições bobas, para quem consegue isso sem nenhuma dose de vodca com qualquer coisa, parabéns. Para os demais, é só não exagerar porque aí perde a graça. Na balada com amigos a gente costuma ter contato com amigos (óbvio), música alegre e muitas vezes, beijo na boca. Combinação perfeita, não?
7 Experimentar uma calça que estava apertada e ver que não está mais me deixa muito alegre, tanto quanto comer brigadeiro de colher com as amigas assistindo a uma comédia romântica. Tem coisas que são mesmo inconciliáveis e a gente vive tendo que fazer escolhas... no meu caso, o brigadeiro está vencendo.
8 Conseguir correr mais cinco minutinhos ou fazer o mesmo percurso em menos tempo. Adoro a sensação de estar superando meus limites, indo mais longe, corpo suado, calorias queimadas, prenuncio de um banho.
9 Fazer comidinhas para pessoas queridas. É, eu gosto de cozinhar e quem provou, disse que cozinho bem. Com isso a calça continua apertada, mas aí eu me esforço para correr mais. Acabo levando vantagem.
10 Meu quarto, meu computador, minha TV, meus livros, meus CDs e é claro Meus Amigos, que estão presentes em praticamente todos os itens desta minha lista de felicidade. Sem eles a alegria não existe.

Eu... - 23:49

Comente:

Quinta-feira, Fevereiro 03, 2005


Estavam todos lá, o amigo galã, o primo simpático, a prima gostosona, o noivo orgulhoso, o pai mais ainda, a mãe realizada, a irmã com uma pontinha de inveja, o irmão radiante com todas aquelas garotas meio bêbadas e meio fáceis. E ela toda linda vestida de princesa. Todos felizes, empolgados, todos festejando, bebendo, sorrindo. Tinha também a amiga distante, e a amiga tranqüila, mais ou menos legal, mais ou menos bonita também estava. Ela combinava com o amigo simpático ou com o amigo legalzinho, que chegou mais tarde e, claro que o amigo galã e a prima gostosona combinavam entre si e tinham tudo para se entenderem, se é que me entendem...

Mas tanta coisa aconteceu. De repente a amiga mais ou menos, não se sabe como e com que argumentos encantou o amigo galã. A prima gostosona ficou bravona. Os amigos legalzinho e simpático zeraram, mas se esbaldaram, dançaram, curtiram. A irmã entendeu que sua hora ia chegar e o irmão, no final contou quantas beijou, foram poucas, mas ele aumentou o resultado total. Os pais se abraçaram felizes e uma lágrima com gosto de dever cumprido desceu na face da mãe. Todo mundo aproveitou, a festa rolou e foi bom, muito bom. E eles viveram felizes, talvez para sempre.


Eu adoro filme de adolescente, mesmo estes assim com roteiro bem previsível. Servem para desestressar. No final a gente suspira e fica feliz esperando, um dia, viver uma estória parecida.

Eu... - 00:49

Comente:

Segunda-feira, Janeiro 31, 2005


Tenho dificuldades para fazer escolhas e não raro, apenas me deixo ser escolhida. Mas o pior disto é que em qualquer uma das situações é sempre difícil lidar com as perdas decorrentes das escolhas que foram feitas.

É quase sempre assim, lamento não ter vestido aquela outra roupa, não ter escolhido aquele outro sapato, não ter ficado com aquele outro menino, não ter feito aquele outro curso, não ter dito sim, não ter dito não, não ter falado a frase certa, não ter me calado no momento oportuno.

A viagem foi boa sim, apesar de todas as escolhas equivocadas...e olha que foram muitas.

Eu... - 23:12

Comente:

Quarta-feira, Janeiro 26, 2005


Acho que não adianta mais negar...meu coração é caipira. Estou em Araçatuba, na casa de uma grande amiga e me divertindo muito. A Dorothi tinha toda razão, não há nenhum lugar como nosso lar e eu ainda não me sinto em casa na metrópole. São Paulo ainda me assusta e eu gosto sim do que é mais fácil...isso mesmo: minha cara ter medo.

Eu... - 23:43

Comente:

Sexta-feira, Janeiro 21, 2005


A vida está meio parada, estou sem nada pra contar. Eu gosto da Elisa Lucinda...acho que já que é perceptível...Este texto é muito significativo.

O poema do semelhante

O Deus da parecença
que nos costura em igualdade
que nos papel-carboniza
em sentimento
que nos pluraliza
que nos banaliza
por baixo e por dentro,
foi este Deus que deu
destino aos meus versos,
Foi Ele quem arrancou deles
a roupa de indivíduo
e deu-lhes outra de indivíduo
ainda maior, embora mais justa.
Me assusta e acalma
ser portadora de várias almas
de um só som comum eco
ser reverberante
espelho, semelhante
ser a boca
ser a dona da palavra sem dono
de tanto dono que tem.
Esse Deus sabe que alguém é apenas
o singular da palavra multidão
É mundão
todo mundo beija
todo mundo almeja
todo mundo deseja
todo mundo chora
alguns por dentro
alguns por fora
alguém sempre chega
alguém sempre demora.
O Deus que cuida do
não-desperdício dos poetas
deu-me essa festa
de similitude
bateu-me no peito do meu amigo
encostou-me a ele
em atitude de verso beijo e umbigos,
extirpou de mim o exclusivo:
a solidão da bravura
a solidão do medo
a solidão da usura
a solidão da coragem
a solidão da bobagem
a solidão da virtude
a solidão da viagem
a solidão do erro
a solidão do sexo
a solidão do zelo
a solidão do nexo.
O Deus soprador de carmas
deu de eu ser parecida
Aparecida
santa
puta
criança
deu de me fazer
diferente
pra que eu provasse
da alegria
de ser igual a toda gente
Esse Deus deu coletivo
ao meu particular
sem eu nem reclamar
Foi Ele, o Deus da par-essência
O Deus da essência par.
Não fosse a inteligência
da semelhança
seria só o meu amor
seria só a minha dor
bobinha e sem bonança
seria sozinha minha esperança

Eu... - 00:09

Comente:

Segunda-feira, Janeiro 10, 2005


O ano está começando bem, com muita vontade de dar certo... parece até que a calcinha vermelha está mesmo fazendo efeito. Eu desisti das promessas, mas não desisti de acreditar que muita coisa pode ser diferente e mudar pra melhor. Na verdade, desde que me descobri adolescente eu espero que tudo seja diferente no ano que se inicia. Janeiro após janeiro cultivando a máxima Ano Novo, Vida Nova. E não tem de ser mesmo assim? Dá para se acomodar e simplesmente aceitar a vida como ela é? Para mim isso não passa de obra rodriguiana adaptada para a Globo. Acho que a gente tem mais é que se indignar com o que está errado, reclamar do que não gosta e tentar mudar sempre, tentar melhorar todos os dias. Talvez haja sim uma promessa, não esperar mais o momento ou a situação ideal, me arriscar um pouquinho mais, pelo menos tentar me atirar na vida de vez em quando.

Para encerrar, belas palavras da Elisa Lucinda que combinam muito com o momento

Safena

(...) Reforma no meu peito!
Pedreiros, pintores, raspadores de mágoas
aproximem-se!
Rolos, rolas, tinta, tijolo
comecem a obra!
Por favor, mestre de Horas
Tempo, meu fiel carpinteiro
comece você primeiro passando verniz nos móveis
e vamos tudo de novo do novo começo. (...)
Vai começar o banquete
de amar de novo
Gatos, heróis, artistas, príncipes e foliões
Façam todos suas inscrições.
Sim. Vestirei vermelho carmim escarlate
O homem que hoje me amar
Encontrará outro lá dentro.
Pois que o mate.

Outro...

A vida não tem ensaio
mas tem novas chances
Viva a burilação eterna, a possibilidade:
o esmeril dos dissabores!

Abaixo o estéril arrependimento
a duração inútil dos rancores
Um brinde ao que está sempre nas nossas mãos:
a vida inédita pela frente
a virgindade dos dias que virão!

Eu... - 23:17

Comente:

Terça-feira, Dezembro 28, 2004


Já está decidido, a calcinha do Reveillon será vermelha porque pra 2005 e para o resto da vida o que eu quero é PAIXÃO! Quero me apaixonar muito e loucamente, todos os dias, por todas as koisas, por mim mesma e pela vida. Quero me apaixonar por um homem que preencha minhas frestas e apare minhas arestas e que me ame também, porque eu cansei de platonismo adolescente faz tempo. Quero trabalhar com paixão, aprender com paixão, acordar e dormir com paixão. Quero fazer planos e concretiza-los. Quero sonhar e acreditar nos meus sonhos. Quero pés no chão caminhando e produzindo e cabeça nas estrelas voando alto, enxergado longe. Quero viajar e me apaixonar pelos lugares novos que eu conhecer. Quero meus amigos por perto, porque sem isso a vida fica sem graça e será difícil me apaixonar por ela. Quero que a paixão pelas pessoas me possibilite fazer diferença na vida de alguém. Quero me apaixonar pelo que vejo no espelho e parar de suspirar olhando fotografias antigas. Quero contar com o futuro e me preparar para a posteridade e para a eternidade talvez...

Eu... - 23:20

Comente:

Quinta-feira, Dezembro 23, 2004


Tem certos momentos na vida da gente que, mesmo que vivamos um milhão de anos, nunca se apagam da nossa memória. O dia do circo com a Raquel foi um desses momentos mágicos.

Apesar da idade meio avançada eu nunca tinha ido ao circo. Não que assistir a um espetáculo circense fosse o grande sonho da minha vida, mas eu tinha sim curiosidade de ver como era, só que meus pais não me levaram quando eu era criança e depois de crescidinha, nunca me animei para juntar amigos e me aventurar num passeio desses, até mesmo porque, acho que seria difícil alguém querer ir comigo.

A Raquel sabia que eu não conhecia o circo e naquele final de semana em que fui visitá-la em sua cidade, teve goiabada e marmelada sim senhor. Ela me levou ao circo e eu vi o palhaço, os motoqueiros do globo da morte, os trapezistas e malabaristas pela primeira vez, enfim debutei na platéia do picadeiro. E adorei!

Ir ao circo não é assim um grande programa, mas o que me deixou mais feliz foi a preocupação da minha amiga em fazer aquilo por mim. Eu nunca vou esquecer nós duas ali, comendo pipoca, batendo palmas e ... paquerando os artistas bonitinhos, que obviamente nem nos enxergavam, mas mesmo assim soltamos nossos gritinhos de entusiasmo.
Foi muito divertido, mais do que isso, foi bonito e emocionante.

Mais do que muito bom, eu diria que ter amigos é fundamental.

Eu... - 23:58

Comente:

Domingo, Dezembro 19, 2004


Pois é...como nada de novo acontece, uma boa opção é pensar nas coisas boas que já aconteceram e que deixaram lembranças gostosas na memória. Como as amigas que mesmo à distância estão sempre presentes. Uma delas é a Marina, a gente tem ¿se falado¿ bastante por e-mail e é tão bom, ajuda a amenizar a saudade. Ainda bem que as férias estão chegando e tomara que ela me convide para passar um final de semana na sua casa (depois dessa direta não vai ter como não convidar).

A última vez que estive na casa dela foi muito bom, não sei se já falei, mas ela mora em Santos e nessa visita ela me levou ao Museu no Mar. Eu adoro museus, a Marina sabe disso e algo me diz que ela não teria ido lá com outra amiga a não ser eu e também não creio que ela tenha acordado com um incontrolável desejo de ver novamente o esqueleto gigante da baleia ou o leão-marinho Macaé taxidermizado. Gostaram de TAXIDERMIZADO? Chic, né? É o nome correto para o que chamamos de empalhado, aprendemos isso lá no museu. Acho que ela me levou lá simplesmente porque sabia que eu ia gostar. E eu gostei!
Além do Macaé e da baleia, lá tem também várias espécies de tubarões e ainda mais um monte de outras coisinhas e coisonas vindas do mar ou relacionadas a ele. Dois outros espaços do museu me chamaram bastante a atenção, o primeiro é uma instalação em formato de navio com direito à cabine do capitão. Muito legal! O outro, uma sala com diversas estantes repletas de garrafinhas cheias de areia vindas de todas as praias do Brasil. Ficamos um tempão lá comparando as areias, vendo qual era mais fina, mais clara, enfim, observando todas as diferenças entre elas. Isso também foi legal!

Nesse mesmo dia, mais tarde fomos a um barzinho com música ao vivo, outra coisa que eu adoro e foi também muito divertido. Mas acho que o melhor momento daquele final de semana foi quando ficamos sentadas olhando o mar e conversando sobre tudo...nossas vidas, a importância da nossa amizade, planos para o futuro. Em alguns momentos depois que saí de Marília, cheguei a duvidar de que continuaríamos amigas, achei que o tempo e a distancia impediriam isso, mas continuamos e isso me conforta demais.
Pode parecer cafona, piegas ou os dois, mas acho que felicidade está mesmo nessas coisas simples como amizade e sem dúvida nenhuma, ter a Marina como amiga faz de mim uma pessoa mais feliz.

Eu... - 23:54

Comente:

Terça-feira, Dezembro 14, 2004


Bom, esse post vai ficar um pouco bem grande e eu vou entender quem não tiver paciência pra ler. Pode ir direto para os comentários e dizer que passou para dar um Oi. Quem tem de ler de qualquer jeito é a KARLA, esse texto é pra ela. A última parte já estava escrita esperando chegar mais perto da sua formatura pra eu poder publicar, mas ela escreveu umas koisas lá no seu blog e eu não pude ficar calada, ela disse que não é boa em nada e eu não concordo com isso...além disso, garota ta querendo concorrer comigo no quesito reclamação. Não pode

Eu é que não sou boa em nada, que não tenho nenhum talento, que não sei falar outro idioma fluentemente, que não sei tocar um instrumento, não sei fazer nenhum tipo de artesanato e nem nada que seja bonito, como pintar, desenhar, cantar, dançar, escrever alguma coisa que mereça ser publicado. Eu sou quase uma obesa mórbida, o que é muito pior do que simplesmente não ser magra nem gorda, eu não sou bonita, não sou alta. Eu não tenho namorado, de certo forma nunca tive. Já estou com 27 anos e tive apenas casos, caras que me comiam, ficavam um tempo e depois iam embora ou então que me comeram, mas que nem só pra isso serviram, então eu fui embora. Tive também paixões frustradas, amores não correspondidos, sentimento de rejeição que doeram demais e me fizeram enxergar com toda a dureza digna do meu fracasso que eu não consigo nem mesmo me fazer amada. Em um mundo em que as pessoas vivem invariavelmente em pares, eu não consigo encontrar uma única pessoa que agüente ficar comigo por tempo maior do que o de uma trepada. Se o cara, por um milagre ta querendo mais do isso, eu é que dou um jeito de estragar tudo
Agora, que estória é essa de que vc é muito boa em reclamar da vida??? Mentira das grandes, eu que sou. Diz, qtas vezes vc me perguntou se estava tudo bem e eu falei que sim? Nunca, porque nunca está, eu estou sempre em um estado de constante frustração. Mas vc está sempre de alto astral, é divertida, sorridente, sempre consegue enxergar o lado bom das pessoas mesmo que esse lado seja apenas um cantinho bem pequeno escondido lá no fundo. Ou então...
Bem, se vc não for assim, descobri seu talento meu anjo, vc é uma grandíssima mentirosa e pode tentar utilizar esse dom nos palcos. Sim, virar atriz. Ao contrário de mim, vc ainda é novinha e de repente ainda a verei em Malhação, como a mocinha, ou a amiga da mocinha, ou a amiga da amiga da mocinha.
E essa de dizer que não sabe escrever? É, escrever não é tarefa fácil mesmo. Qtos vendedores de livros que não tenham vendido a alma ao diabo vc conhece? Disso nem adianta reclamar, eu já me conformei. Escrever só com muito treino, muita leitura, muita disciplina, melhor deixar para os iluminados, para quem não tem nenhuma outra preocupação na vida ou é bem pago pra isso, como o Paulo Coelho (que vendeu a alma e todo o resto). Nós devemos nos contentar em ter um bom português, coerência nas idéias e emocionar nossos amigos e isso tudo vc tem bastante. Vc diz ainda que traça objetivos e não consegue cumprir, pois até nisso ta melhor do que eu, que não tenho um objetivo há anos, que sigo nessa vida feito folha seca levada pelo vento, tenho apenas sonhos e medo, muito medo. Outra coisa, estou sentindo o gostinho do desemprego e não é nada agradável. Já sou formada e tenho pouca perspectiva de conseguir um trabalho na minha área, estou a beira de acabar meus dias atrás de um balcão, perguntando toda solícita: Posso ajudar? Arh!!!!! Pior, telemarketing: O que posso estar fazendo pelo senhor? Afe!!!!
Pra piorar, me sinto um arremedo de socióloga, incapaz de atuar na área à qual eu me dediquei durante 6 anos. Me sinto burra, limitada. E então? Vai encarar? Popará que o último bolinho é meu, é meu o título de fracasso da turma.
Todavia, porém, contudo e apesar de tudo a gente continua tentando, a despeito desses momentos Descontrole Total. E com certeza deve ter gente em situação muito pior que a nossa. Claro que não dá pra se apegar a isso e não tentar melhorar, mas sei lá...um dia vai ser o NOSSO DIA, nosso tempo vai chegar e seremos mulheres felizes e bem sucedidas, no trabalho, no amor, na família, com o espelho e tudo mais. Sentir-se perdida assim de vez em quando faz parte da caminhada, ajuda a continuar, ousar e ir mais longe, cada vez mais longe, ainda que devagarinho. O que a gente não pode fazer jamais é deixar de acreditar que koisas boas sempre podem acontecer, é importante também estar atenta para enxergá-las. Nós somos jovens, vc ainda mais e temos tempo. Todo dia qdo amanhece aparece uma oportunidade nova para tentarmos acertar e vamos continuar tentando.

Gosto tanto de vc que é muito ruim saber que se sente assim. Vc é boa, é bonita, é a pessoa mais generosa que já conheci, é inteligente, esperta, sensível, companheira das mais leais, é doce, divertida e vai sim encontrar alguma coisa que te faça sentir mais completa e também vai encontrar forças pra esperar esse dia chegar ou lutar para antecipá-lo. Acredite nisto ou vai ficar ainda mais difícil levantar da cama todas as manhãs, mesmo com todos os seriados americanos pra gente assistir.

P.S. Acho vc ótima como professora, só de ler seu blog, to me sentindo menos ignorante em Direito.

Agora o texto que eu já tinha escrito

A formatura da KARLA está chegando. NOOSSAAA não dá pra acreditar que já se passaram seis anos. Lembro com perfeita nitidez o dia em nos conhecemos quando ela foi fazer a matrícula na faculdade, acompanhada por seu pai que é a cara do professor de economia. Foi por causa da semelhança que fui conversar com eles e perguntar se ele era parente do professor Orlando, não era, mas a bixete com cara de paty era de Ciências Sociais, minha bixete, portanto. A menina que morava comigo na época estava junto conosco e era da mesma cidade da Karla e estávamos procurando mais alguém para dividir as despesas, ela pareceu a pessoa ideal. E era mesmo. A Karla se mostrou uma pessoa doce, muito divertida, solidária, flexível, prestativa, paciente, a gente ria tanto com ela. Uma de suas especialidades era fazer escova no cabelo de todo mundo, foi ela que fez a minha primeira escova e que me fez enxergar que meu cabelo precisava de cuidados urgentes, uma mecha enorme quebrou na mão dela. Entrei em pânico, mas foi só aquela mecha mesmo, ainda sim, depois daquele dia meu cabelo não foi mais o mesmo.

Também foi com a Karla que me viciei em assistir Blosson. Vimos juntas o último episódio da série, já escrevi sobre isso aqui, foi tão emocionante que choramos. A Karla começou a namorar um grande amigo meu, me sinto meio cupido desse namoro que dura até hoje. Já que nenhum de nós três é católico, vamos criar uma religião pra eu poder batizar os ruivinhos que nascerão daqui um tempo.

Lembro de vários momentos legais, divertidos, como as vezes em que ela cantava Mil Corações fazendo a escova de microfone ou do estado em que ela ficava qdo tinha muito sangue na sua corrente alcoólica. Lembro de alguns momentos tristes tb, como qdo fomos buscar aquela que não posso dizer o nome na maternidade, e o mais triste deles, o dia em que a Karla foi embora, voltou para Araçatuba e foi estudar Direito por pura pressão da mãe. Foi triste, mas também foi bonito ver que apesar da distância e de não termos muitas oportunidades de conversar, continuamos amigas até hoje e eu vou na formatura dela, uma grande vitória considerando que ela detesta Direito.

Me lembro de um dia que eu fiquei muito mal por causa da Karla, ela me escreveu contando que estava passando por um problema muito chato e eu me senti arrasada, triste e impotente porque não poderia fazer nada pra ajudar. Chorei e quis muito estar ao seu lado, mas não foi possível, ainda bem que passou...

A Karla é desse tipo de pessoa que te dá vontade de manter por perto pra toda VIDA, até porque ela agora é advogada e tem talento pra esteticista. Imagina a ajuda que uma amiga assim pode oferecer...rs

É sério, torço muito por ela, muito mesmo. A Karla é tb dessas pessoas que a gente tem muita dificuldade para encontrar características negativas, e é do tipo que nunca vê nada de negativo nos outros... deve ter alguma relação nisso.

Que seu sorriso nunca falte, que seu cabelo seja sempre lindo, que você seja sempre magra e sempre feliz. Se não tiver muitos motivos para sorrir, insista um pouquinho, invente um, vale a pena, acredite. Se o cabelo estiver meio sem graça, sempre haverá um secador super turbo e uma escova quase milagrosa. Se não der pra ser magra, quase magra já tá bom, se a coisa piorar a gente quebra os espelhos, as balanças e sai pra comprar roupa nova. Desse jeito vai ser fácil ser feliz, você vai ver. Qualquer coisa, eu tô aqui ...

Eu... - 23:20

Comente:

Segunda-feira, Dezembro 13, 2004


Dia desses, eu passei a tarde toda com a Carol na casa dela. Não fizemos nada o dia inteiro e foi tão gostoso. Comemos, mexemos no computador, assistimos porcarias na TV e conversamos bastante. Como nos velhos tempos, como quando morávamos juntas em Marília. Deu saudade...

Teve dias aqui nessa cidade fria que a Carol foi minha salvação, sempre constante, sempre companheira e disponível, sempre tentando me mostrar que as coisas podiam ser piores, inclusive, nesses últimos tempos usando a si mesma como exemplo vivo - e quem acompanha o blog dela sabe do que estou falando - ela realmente passou por maus bocados.

É muito bom ter amigos...

Eu... - 23:40

Comente:

Terça-feira, Dezembro 07, 2004


Desde muito tempo enfrento a inglória luta contra a balança, tento faze-la baixar e ela insiste em subir. Naquele dia eu ia passar a tarde toda fora, vendo dois filmes que seriam exibidos na Galeria Olido, e para não ceder à tentação das guloseimas na rua na hora da fominha, levei de casa uma maçã.

Assisti ao primeiro filme e sai para o intervalo. Era domingo e não havia muita gente na Avenida São João. Enquanto pensava na produção alemã que eu tinha acabado de assistir, resolvi fazer meu lanchinho. Eu adoro maçã, mas não pode ser qualquer uma, tem de ser maça Fuji. Há alguns anos eu não me dava conta de que existia tanta diferença entre as maçãs. Eu comprava a mais barata ou a que tivesse mais bonita, exceto a Argentina, que é linda, mas é fofa e não tem gosto de nada, embora seja a que mais chame a atenção por ser grande, vermelha e brilhante. Até que um dia eu estava em casa com um quase namorado e lhe ofereci maçã, ele perguntou que maçã era e eu respondi que não sabia, que maçã era tudo igual. Pela cara que ele fez, percebi que eu tinha acabado de ofender profundamente as diferentes famílias de maçãs. Então ele foi lá na geladeira, observou a fruta e sentenciou ¿ essa é maçã Gala e é ruim, eu só como maçã Fuji. Ah! Fala sério, eu já disse que maçã é tudo igual! Ele disse que não e ainda me mandou comprar maçãs Fuji pra ver e sentir a diferença, segundo ele a tal variedade era mais dura, mais ácida e mais saborosa.

Como lá no fundo sou uma pessoa obediente, no dia seguinte fui lá comprar as tais maçãs. Na verdade eu queria mesmo é provar que não tinha uma diferença assim tão grande e que maçã era tudo igual sim. Comprei as maçãs, cheguei em casa e com a meticulosidade de um cientista prestes a comprovar uma hipótese praticamente revolucionária, lavei a fruta e provei.

Droga! Que maçã gostosa! Muito mais gostosa que as outras que eu já tinha comido. Na verdade eu já conhecia este sabor, mas nunca me tinha me dado conta de que era tão mais gostoso! Meu ilustre quase namorado estava certo, como é que eu ia admitir isso? Eu não sabia... sabia apenas que jamais compraria outra variedade de maçã novamente. Daquele dia em diante a maçã Fuji reinaria na minha geladeira.

Voltando ao dia do cinema, mais precisamente ao momento em que eu comeria minha maçã, tive naquela tarde, tempo apenas de tirar a fruta da bolsa e dar a primeira mordida, em seguida uma mulher que eu nem tinha visto, correu na minha direção e pediu a maçã para dar à criança que era carregava em colo. Eu ainda estava com pedaço na boca e engoli assustada e perturbada com aquilo. Foi tão triste... eu queria ter uma dúzia de maçãs para dar àquela mulher, eu queria fazer qualquer coisa para que ela nunca mais precisasse pedir nada, muito menos uma maçã mordida na rua, mas só pude fazer nada além de entregar o que ela pediu.

Mesmo sem comer minha maçã Fuji, minha preferida, naquela tarde eu não comi mais nada. Minha consciência não ficou pesada, pelo menos não por deslizes na dieta.

Eu... - 23:34

Comente:

Sábado, Dezembro 04, 2004


Não, eu não quero falar sobre a recorrente angústia natalina, mas não dá para negar que o sentimento de solidão fica mais forte nessa época

Por isso eu digo que o solteiro é um fingidor. Finge tão completamente, que chega a fingir que é opção, a solidão que deveras sente.

Viva a Fernando Pessoa! Sempre boa companhia nessa e em todas as horas.

Eu... - 16:00

Comente:

Segunda-feira, Novembro 22, 2004


Pois é...há um mês eu não tenho nada pra dizer, foi a Leile que me fez notar isso, e sou obrigada a reconhecer que meus projetos para 2004 não se realizaram. Mas eu estou bem, muito obrigada pelas visitas, pelas perguntas, isso é muito bom. Ainda vou continuar um pouco sumida, mas espero que todos vcs estejam bem. Volto qdo tiver coisas boas pra contar.

Eu... - 15:06

Comente:

Sexta-feira, Outubro 22, 2004


Às vezes vc anda, anda, anda e pensa que vai longe, mas na verdade nem saiu do lugar, ou foi e voltou, pouco importa, tudo está igual à sua volta...

Eu... - 11:52

Comente:

Quinta-feira, Outubro 14, 2004


Sabe o que é o melhor dessa vida esquisita??? É que sempre vem um dia depois do outro e a gente sempre pode recomeçar e tentar fazer diferente.

É engraçado...mas eu já disse que isso era justamente o pior da vida, que dia após dia a vida não passava de uma infinita e tediosa repetição de equívocos. Mas no momento estou preferindo pensar que é mesmo bom, que a certeza de um novo dia é o que nos salva.

Vou dormir hoje à noite acreditando que o amanhã pode ser melhor e quem sabe até eu aprenda alguma coisa sobre essa doideira que é a vida...

Eu... - 17:06

Comente:

Quinta-feira, Setembro 30, 2004


Sim, eu sou insegura em tudo na minha vida, principalmente no quesito relacionamento, casos, romances, namoros e afins. Demoro um tempão pra perceber que o cara está querendo alguma coisa comigo. Ele tem de dar muitas demonstrações, muitas mesmo. Fazer com que eu acredite que ele GOSTA de mim é outra luta. Eu sempre penso que ele tá só querendo curtir, ficar por ficar, me comer mesmo. Agora a coisa tá um pouco pior... mesmo depois de conseguir acreditar que ele está interessado pra valer, me preocupo com o quanto isso vai durar, e sempre acho que vai durar pouco, que ele não vai me querer mais e que eu vou sofrer depois. Ridículo isso! Sei que não existem garantias, mas eu queria. Como saber se o que ele aprecia hoje, em algum tempo não vai se tornar um problema em mim? Por exemplo, ele sorriu e comentou de um jeito terno, que eu era muito carinhosa, mas pode ser que daqui há um tempo ele me ache grudenta. Outro exemplo, ele disse que legal, vc é uma pessoa bem calma, né?!! Pois bem, em breve vai estar me achando chata e tediosa. O que devo fazer? Como devo agir? Se eu ligar ele pode achar que eu tô pegando muito no pé e que já estou no papo e vai se desinteressar, se eu não ligar ele vai achar que eu não me importo e que não vale a pena insistir e vai se desinteressar também! Como encontrar a medida?

Agora o pior de tudo é que o cara que está fazendo tudo isso comigo não é, exatamente, o homem dos meus sonhos. Então, por que tanta preocupação? Por que quero tanto que de certo? Por que eu quero ficar com ele?
Porque eu quero ficar com alguém e ele é um alguém, e um alguém interessante, legal...e eu to carente, to querendo deixar meu corpo se entender com outro corpo, mas esse corpo tem de estar ligado a uma cabeça bacana e tem também de rolar sentimento. Porque mesmo que nossas almas nunca se entendam, não quero desejar que a cama tenha uma tecla eject e, confesso, quero andar de mãos dadas, quero ver filme junto, quero ser apresentada para os amigos dele, de preferência como sua namorada. Tudo bem, não precisa me apresentar como namorada, assim com tanta formalidade, mas tem de me beijar em público e segurar na minha mão. Estou querendo muito? Estou muito confusa? E ridícula? Estou ridícula, não é? É sim, este texto ficou ridículo, quase como uma carta de amor, daquelas bem ridículas!

P.S. Paráfrase a Manuel Bandeira e Fernando Pessoa

Eu... - 14:45

Comente:

Terça-feira, Setembro 28, 2004


Novidades??? Acho que nenhuma, ou talvez uma falta de habilidade em relatar o que se passa. É estranho e ruim, mas a tristeza produz textos bem mais interessantes que esse estado de quase felicidade em que me encontro. O mau-humor é inegavemente uma fonte de inspiração. A solidão, a tristeza, a indignação ajudam a produzir críticas consistentes e textos bonitos.

Voltar a cultivar aquela ponta de depressão ou tentar reaprender a escrever?

Eu... - 12:58

Comente:

Terça-feira, Setembro 21, 2004


Acho uma violência ter de trabalhar qdo a gente está felizinha da vida. Seria tão mais gostoso poder ir mais ao cinema, ficar batendo papo com amigos, beijar na boca até descobrir outros caminhos, ler, aprender coisas novas, relembrar coisas já aprendidas, mas que ficaram meio esquecidas.

Queria que meus dias fossem mais longos, queria mais horas pra poder ler todos os livros que tenho vontade, ouvir todos os Cds que tenho acumulado, conversar com todas as pessoas de quem eu gosto, queria escrever mais, mais e melhor...ou pelo menos tentar melhorar. Ler ajuda bastante, mas faz tempo que não consigo ler um livro inteiro. Taí uma boa promessa de final de mês, vou voltar a ler romance e poesia, isso alimenta a alma.

Mais que promessa estou firmando um compromisso comigo, vou continuar cuidando de mim. Voltei a fazer exercícios, estou maneirando na alimentação, fiz contato com um partido de esquerda para participar de reuniões de estudo e militância. É isso, cuidando do corpo e da mente! Estou vivendo e o mais incrível: gostando

Eu... - 15:17

Comente:

Quinta-feira, Setembro 16, 2004


Tem tanta coisa boa acontecendo e sobre as quais eu queria escrever... mas continuo sem tempo, confesso também que estou em um momento mais voltado para ação do que para reflexão. Estou agitada, empolgada com a vida e eu queria escrever algo bonito, grande, que emocionasse, queria transmitir sentimento em minhas palavras. Eu queria que esse cantinho deixasse as pessoas um pouco mais tranqüilas, transmitisse algo parecido com paz, com felicidade. Muita pretensão da minha parte?
Talvez não, acho que as pessoas que gostam de mim ficam felizes em saber que estou bem, tenho certeza de que meus amigos sabem que são responsáveis por esse sentimento e qdo lêem isso, sentem sim, algo parecido com paz e felicidade. Pelo menos é isso que eu quero, é isso que eu peço, é com isso que sonho.

Eu... - 14:46

Comente:

Quinta-feira, Setembro 02, 2004


Pensar dói...

Não aguentei e tive que alterar isso aqui. Carol, vc realmente está numa situação pior que a minha...há, há, há...como eu sou boba!

Eu... - 08:58

Comente:

Segunda-feira, Agosto 30, 2004


A vida está seguindo seu curso...nenhum amor, mas também nenhuma dor, o que já é lucro. Nada pra contar, também nada pra lamentar, apenas um cheiro sutil de esperança se espalhando no ar. Vontade de começar algo novo, de protagonizar alguma estréia, de deflorar as manhãs mesmo após ter ido dormir exausta. Acho que isso é bom...

Mais uma do Vander Lee, essa toca no rádio, já está até meio manjada, mas é linda e eu emudeço qdo ouço

Esperando Aviões

Meus olhos te viram triste
Olhando pro infinito
Tentando ouvir o som do próprio grito
E o louco que ainda me resta
Só quis te levar pra festa
Você me amou de um jeito tão aflito
Que eu queria poder te dizer sem palavras
Eu queria poder te cantar sem canções
Eu queria viver morrendo em sua teia
Seu sangue correndo em minha veia
Seu cheiro morando em meus pulmões
Cada dia que passo sem sua presença
Sou um presidiário cumprindo sentença
Sou um velho diário perdido na areia
Esperando que você me leia
Sou pista vazia esperando aviões
Sou o lamento no canto da sereia
Esperando o naufrágio das embarcações

Eu... - 11:30

Comente:

Quinta-feira, Agosto 26, 2004


Estou no meu inferno astral, pois é, quem olhar aí ao lado verá que em breve vou completar 127 anos e eu que já sou emocionalmente instável, piorei.

Sei lá... tá ruim não ter nenhuma espectativa em relação a esse dia, não ficar ouvindo a música da Raquel (Você está fazendo aniversário...) em tom de terrorismo. Não ver a Marina com seu riso largo (ficou assim depois que tirou o aparelho), dizendo É SURPRESA! Também não ver a Carol com cara de indiferente dizendo que a culpa era delas e que ela não estava fazendo nada. Esse ano não vai ter nenhuma surpresa, nenhum carinho especial e eu estou de novo me sentindo sozinha, de novo prevendo o pesadelo de morrer sozinha em um quarto de hotel como o professor Márcio.

Ai, tá chato, né!? Chega disso! Quero dividir com vocês a minha nova paixão Varder Lee. Olhem que letra linda!

Românticos

Românticos são poucos
Românticos são loucos, desvairados
Que querem ser o outro
Que pensam que o outro é o paraíso
Românticos são limpos
Românticos são lindos e pirados
Que choram com baladas
Que amam sem vergonha e sem juízo
São tipos populares
Que vivem pelos bares
E mesmo certos vão pedir perdão
E passam a noite em claro
Conhecem o gosto raro
De amar sem medo de outra desilusão
Romântico é uma espécie em extinção
Românticos são loucos
Românticos são poucos
Como eu
Como eu
Como nós

Eu... - 17:13

Comente:

Segunda-feira, Agosto 23, 2004


Estou tentando me encontrar e a primeira idéia foi me buscar no meu passado. Sempre acreditei que eu estava lá. Parafraseando Oswaldo Montenegro, eu me reconhecia mais no velho porta-retrato do que no espelho do meu quarto. Incursionei por várias épocas, remexi emoções, abri minha caixa de lembranças e me procurei até cansar, mas não me achei... Claro que havia indícios de mim por toda parte, mas eu não estava inteira lá e foi bom saber disso. Ainda não sei onde estou, mas de fato, é muito bom saber que não me perdi no passado, porque o que já passou, passou e eu não. A gente tem mesmo é de olhar para a frente e para os lados, experimentar gostos novos. Ainda tenho vontade de sentir sabores já conhecidos, mas se eu perceber que não me satisfaz mais, vou seguir adiante. Pretendo continuar me buscando, ou se for o caso, se eu encontrar muita dificuldade de me achar, vou me reinventando até saber mesmo quem eu sou, o que eu quero de verdade e o que me faz feliz!

Eu... - 18:58

Comente:

Quinta-feira, Agosto 19, 2004


Só para esclarecer, acho que passei muito tempo no escuro e por isso a luz me pareceu tão clara e fascinante no princípio. Agora ela já não atrai tanto e o meu lado inseto não quer mais se atirar contra a lâmpada. Amanhã pela manhã ninguém vai me ver caída no chão, sem minhas asas, pelo contrário, vou continuar voando, procurando algo que também seja atraente, só que menos mortal que o Mauro...ele se casou e tem um filho de 03 meses. Não dá prá mim, eu não conseguiria, para acontecer tem de ser inteiro, tem de ser prá valer.

Mas é isso, no trabalho as coisas estão indo bem. Acabei de fazer minha primeira remoção. Foi incrível ver uma favela inteira em ruínas. Eu espero mesmo que eles sejam mais felizes lá no conjunto habitacional. Ganhei um presentinho de uma moradora, e isso me deixou muito emocionada, paga todo o estresse. Tem um monte de análises que eu gostaria de fazer sobre isso, mas agora não dá, estou sem tempo e muito cansada. Mas estou bem. Obrigada pelas visitas, pelos comentários apesar do meu longo silêncio. É isso.

Eu... - 11:52

Comente:

Terça-feira, Agosto 10, 2004


Estou sem tempo para escrever, preciso colocar as visitas em dia, responder mensagens....farei isso em breve.

Eu estava assim mesmo, sentindo nada. Então um e-mail da Marina desencadeou uma tempestade de emoções, estava tão carregado de amor que fez chover forte aqui dentro de mim. Aí eu, repleta de todo sentimento corri atrás do que eu queria.

Reencontrei uma grande paixão adolescente. Vocês se lembram do Mauro, meninas? Pois é, encontrei ele. Foi mágico, ficamos juntos, acertamos nossa dívida de 08 anos atrás. Foram tantos sentimentos que nem sei que nome dar a eles. Mas agora estou me sentindo como um desses insetos que se lançam em direção à lâmpada. Eles sabem que vão morrer, mas o fascínio da luz é mais forte que qualquer instinto de preservação...comigo também está sendo assim...

Eu... - 09:08

Comente:

Quarta-feira, Agosto 04, 2004


Socorro

Arnaldo Antunes

Socorro, não estou sentindo nada
Nem medo, nem calor, nem fogo,
Não vai dar mais pra chorar
Nem pra rir
Socorro, alguma alma, mesmo que penada,
Me empreste suas penas
Já não sinto amor nem dor,
Já não sinto nada
Socorro, alguem me de um coração,
Que esse já não bate nem apanha
Por favor, uma emoção pequena,
Qualquer coisa
Qualquer coisa que se sinta,
Tem tantos sentimentos,
deve ter algum que sirva
Socorro, alguma rua que me
de sentido,
Em qualquer cruzamento,
Acostamento,
Encruzilhada,
Socorro, eu já não sinto nada
Socorro, não estou sentindo nada
Nem medo, nem calor, nem fogo,
Nem vontade de chorar
Nem de rir
Socorro, alguma alma, mesmo que penada,
Me empreste suas penas
Já não sinto amor nem dor,
Já não sinto nada
Socorro, alguem me de um
coração,
Que esse já não bate nem apanha,
Por favor, uma emoção pequena,
Qualquer coisa
Qualquer coisa que se sinta,
Tem tantos sentimentos,
deve ter algum que sirva
Qualquer coisa que se sinta,
Tem tantos sentimentos,
deve ter algum que sirva


Fora isso, apenas silêncio

Eu... - 08:56

Comente:

Terça-feira, Julho 27, 2004


Como disseram naquela propaganda, existem várias São Paulos, e cada uma tem a sua particularidade, a sua cara e o seu cheiro. A minha São Paulo se estende pelas ruas do velho Brás e vai até o centro, região rica e cheia de contradições, cheia de estórias pra contar, as mais variadas opções de compra para todas as formas de consumo, tudo está a venda. Aqui tem muita gente trabalhadora, dessas que dão o sangue mesmo, alguns tipos de trabalho me parecem tão humilhantes, inapropriadas para pessoas com mais idade, mas esse lance de trabalho humilhante existe mesmo na cabeça de gente igual a mim, que trabalha para consumir mais e não apenas o básico necessário. Mas como eu disse, São Paulo também tem cheiro e o cheiro da minha São Paulo é o de milho verde cozido, vendidos nos incontáveis carrinhos espalhados por todos os pontos dessa que é a minha São Paulo. Eu adoro esse cheirinho, adoro milho verde cozido, adoro aquele vapor quentinho e perfumando que sai dos caldeirões. Eu sou um pouco fresca pra comida, tenho nojo de um monte de coisa, mas de milho verde vendido na rua não. Mesmo que o vendedor não me pareça exatamente uma pessoa limpinha, acredito que a água fervente destrói todas as bactérias, mas apesar de não ter nojo e não conseguia comer milho na rua, sempre achei muito incomodo, sou mesmo meio fresquinha e pra mim era impossível cravar meus dentes numa espiga, acho feio, mas agora, todos os meu problemas foram resolvidos e quando eu tenho vontade, posso me dar o prazer de comer milho verde com toda a classe e comodidade. Os vendedores, com uma habilidade admirável, debulham rapidamente toda a espiga em um potinho descartável, colocam sal, um pouquinho de margarina e a gente come com uma colherzinha, tem até guardanapo. É um luxo só... por outro lado, produzimos mais lixo e isso não é bom, mas ... esse assunto fica para outro momento.
A questão é que apesar do centro de São Paulo que eu adoro e do milho verde debulhado no potinho, tenho pensado que não vou ficar aqui por muito tempo. Um dos motivos é que descobri que eu não me basto, preciso de gente por perto para dar mais significado à minha vida e essa cidade legitima minha solidão. Eu conheço poucas pessoas aqui, e todo mundo vive ocupado. Eu poderia tentar me sociabilizar mais, mas acontece que muitas vezes essa cidade que tem tantas coisas boas a oferecer também mina as minhas forças e sinto a minha energia escapar pelos meus dedos. Eu não suporto ter de me deparar diariamente com a miséria, com a degradação humana, me dói terrivelmente lidar dia-a-dia com a injustiças sociais, com a desigualdade. Dói ver crianças se entorpocendo com saquinho de cola. Dói ver a desumanização estampada na face dos moradores de rua, dói ver sua luta para suportar a madrugada fria, dói ver a fila para o sopão, me conforta saber que tomarão o sopão, dói me sentir confortada por causa desse sopão. É covardia não é? Quero morar em lugar bonito onde eu me sinta protegida, onde eu consiga acreditar que meus estudos teóricos poderão ajudar a transformar esse país em um lugar mais justo. Seria tão cômodo, eu no meu cabinete de estudo, olhando a praça pela minha janela, crianças felizes e coradas, famílas tranquilas e bem sucedidadas... seria tão bom...

Eu... - 09:21

Comente:

Terça-feira, Julho 20, 2004


Por que vc fica assim? Vc tem tudo do que precisa pra ter uma vida boa? É perfeita, tem saúde, família, estudou, trabalha na sua área. O que é te falta? Pára com isso, vc tem mais é que agradecer pela vida que tem!

Eu sei, vc tá certa. Eu sou mesmo o meu maior problema.

Eu... - 08:52

Comente:

Terça-feira, Julho 13, 2004


Aprendi com meus amigos que posso ser bem humorada e ainda assim levada à sério no meu trabalho. Aprendi também a gostar do Nando Reis e de outros expoentes da MPB moderninha. Aprendi que não saber dançar não é motivo para não dançar na balada e aprendi também a ouvir músicas dançantes dos anos setenta. Aprendi que sorrir é sempre melhor do que ficar com a cara emburrada e que ser espontânea funciona mais do que treinar o que quero dizer na frente do espelho. Aprendi a ouvir músicas fúteis de vez em quando e até a gostar e dançar de leve. Aprendi a não perder de vista a minha visão de mundo nem meus princípios, aprendi também que não é mesmo muito bom, sorrir o tempo todo, muita coisa precisa mesmo ser levada à sério. Aprendi que companheirismo e lealdade são muito importantes e que constância vale que mais algumas noitadas. Aprendi que idade nem sempre é sinônimo de maturidade e que não ser madura de vez em quando pode ser muito divertido! Aprendi que solidariedade nos problemas bobinhos é reconfortante e nos problemas mais graves pode salvar nossa alma. Aprendi a falar dos meus sentimentos e ouvir sobre os sentimentos dos outros. Aprendi também que ser uma pessoa crítica não significa criticar tudo o tempo todo. Aprendi que um sorriso e um abraço fazem mesmo toda a diferença e que é muito gostoso ser cuidada e cuidar de quem a gente gosta. Aprendi que nessa vida só vou ficar sozinha se eu quiser e que o carinho dos meus amigos é a prova definitiva de que a minha existência não foi de fato, um erro da natureza ... e, ainda que fosse, o carinho dos meus amigos me redimiria.

Eu... - 09:42

Comente:

Segunda-feira, Julho 12, 2004


Reli as duas poesias que publiquei aqui e me emocionei mais uma vez, eu as tirei do folder de divulgação de um espetáculo do Teatro Brincante, o Adeodata, lindo, envolvente, alegre, mas reflexivo, porque fala de Brasil, mais precisamente do norte e nordeste, dessa gente que luta, dessa gente forte e carente de tanta coisa, que toca a vida e me faz parecer ainda menor com meus draminhas pequeno burgueses.

As duas mexem comigo. A primeira por falar dessa tal natureza humana cercada pela miséria e pela desgraça, pela maldade, a última sobre o drama dos retirantes, a luta pela sobrevivência, o exílio contra a fome.
Há alguma coisa de belo no sofrimento.

Durante os últimos 13 anos morei em duas cidades do interior de São Paulo, só agora voltei para a capital e uma sensação de fracasso me acompanhou...não tenho mais o mesmo corpo, nem a mesma jovialidade, e certamente eu poderia ter ido muito mais longe na minha profissão, não fui...talvez eu seja mesmo um fracasso. Na última semana reencontrei um colega, eu tinha medo disso, confesso, tinha medo de saber que as pessoas que conviveram comigo tiveram mais sucesso do que eu, mas esse colega não teve. Ele estava no mesmo ônibus que eu, continuava andando de ônibus, com a aparência envelhecido, também não tinha a mesma jovialidade de antigamente, o tempo também passara para ele. Eu fiquei mais tranquila, quase feliz...isso é horrível mas fiquei feliz...

Eu... - 09:07

Comente:

Quinta-feira, Julho 08, 2004


Continuo sem muito pra dizer, então vou divulgar duas poesias lindas, manifestações legítimas da cultura popular do norte e nordeste do país. Para os paulistas, um ótimo feriadão, pra quem não tem uma Revolução Constitucionalista para relembrar, um bom fim de semana.

Sobre a raça humana
Vive uma vida tirana
Pisando a suçuarana
Que corre em torno do sol
Entra o homem distraído
Num jardim todo florido
Morde o fruto proibido
Sente o puxão do anzol

O mundo é como uma onça
Ameaçadora e sonsa
Cujo rugido responsa
Uma canção de amansar
O homem só sabe quem era
Na hora que encara a fera
E nessa hora quem dera
Em algo se transformar

Imita os bichos e dança
Faz um ganzá uma lança
Fera é que se amansa
Bicho que é se mascara
É um novo homem que vinga
Nova alma, mente e cara.
Dora


Eu nasci num pé de serra
E quem nasce em minha terra
Não existe outra saída
Ou vira escravo da fome
Ou sai e vai ganhar nome
Longe da terra querida

Eu sai ainda menina
Só com a rede e as vestes
Em cima de um caminhão
Era ser guia de cego
Ou cantar coco e martelo
Nas cidades do sertão

Lá respeitei o inimigo
Desafiei o perigo
Brinquei de religião
Tive momentos de angústia
Perdi batalhas injustas
Nem sempre tive perdão

Já aceitei convite
Comi sem ter apetite
Já cobrei pelo prazer
Já fui triste, já fui feliz
Provei fracasso e poder

Mas encontrando o diferente
Me identifeiquei com a gente
Que você nem imagina
Mas por trás das entranhas
Vi nas caras mais estranhas
Sempre as almas mais Bonitas
Dona Dedé

Eu... - 16:18

Comente:

Terça-feira, Julho 06, 2004


Tanta coisa girando na minha mente confusa, tanta coisa que eu queria dizer, mas eu não sei como, não consigo dizer nada e prevalece a falta de assunto.

Só pra constar, eu tb odeio esse computador frio...


Para celebrar a minha falta de assunto, uma bobagenzinha charmosa.

Eu... - 09:11

Comente:

Sexta-feira, Julho 02, 2004


Será que algum dia eu vou me sentir plenamente satisfeita com a minha vida? Existem pessoas assim, satisfeitas de verdade? Ou isso é só um mito pra nossa aumentar insatisfação? Pessoas insatisfeitas tendem a consumir mais, a gente acha que não tem prazer nenhum na vida então compra, compra e compra.
Sei lá, hoje por mais que eu tente, não vai sair nada. Deixa alguém melhor falar por mim, A Lista, do Oswaldo Montenegro, combina com meu momento reflexivo, insatisfeito, mas reencontrando velhas amigas, lutando pra preservar outras e fazer outras mais. Bom final de semana para todos.

A Lista

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você
Quantas mentiras você condenava
Quantas você teve que cometer
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você

Eu... - 09:21

Comente:

Segunda-feira, Junho 28, 2004


Ai, tanta coisa...minha cabeça não para, assim como o tempo, que tb não para e me arrasta sem piedade.

Ontem à noite eu vi gente feliz, estranhamente satisfeita da vida. NÃO RIAM, eu fui a um Baile da Terceira Idade em um lugar chamado Neaderthal e foi divertidíssimo. Não tinha gente se entorpecendo, nem gente se vendendo ou caçando, só tinha gente dançando, gente que parecia feliz. Aquele lugar me pareceu o último reduto da inocência, mas talvez a única inocente fosse eu.

Mudando de assunto, ler os comentários de hoje me deixou particularmente empolgada. Uma antiga amiga, de quem só guardo boas lembranças, me achou e vamos manter contato. Adorei isso!

Gostei muito tb de ter o Senhor X de volta e por favor, mostre-se mais, pode ser legal a gente interagir. Brigadeiro é um outro blog em que eu escrevia junto com umas amigas, mas a gente resolveu parar, lá tem um link, o FOTINHAS onde a gente mostra nossa cara. Passa lá.

Agora uma palavrinha com o Fabiano. Você me fez pensar muito, muito mesmo. Louco isso! Nunca imaginei que alguém pudesse parar e ler com tanta atenção minhas palavras soltas no vento, na rede. Eu conheço um pouquinho da Complexidade Sistêmica, Morin..., mas nunca me aprofundei nesses temas, minha formação se inclinou para outra direção. Eu fiz Ciências Sociais sim. E vc percebeu isso assim só de ler meus devaneios ou eu disse em algum lugar? Percebeu ainda tantas outras coisas, até me citou... Mexeu comigo, com minha relação com as palavras. Como disse Manuel de Barros eu uso as palavras para compor meus silêncios e até bem pouco tempo, eu praticamente não tinha comentários. Estou vivendo um boom de popularidade e isso ainda é novo pra mim. De repente eu me dou conta de que tem muita gente legal que entra aqui e gosta do que eu escrevo, ou não gosta, estou exposta e isso assusta, mas é bom. Minha privacidade está sendo invadida, mas quem pode exigir privacidade em um blog público? Minhas palavras não são mais só minhas, eu quis dividi-las embora não saiba direito o que fazer com o que fazem delas. Só sei que estou gostando.

Tudo isso é muito complexo e eu me envolvo, sabe?! Por isso foi tão bom ter o X de volta, ler o seu comentário enorme que precisou se divido em três, ler os demais sempre tão carinhosos. O nome do blog não tem a ver com teorias do conhecimento, é porque me sinto mesmo complexa, pra não dizer confusa, talvez um dia eu possa ter um blog que fale da minha simplicidade, mas por enquanto tudo é muito complexo, muito rápido qdo estou nos meus momento de apatia, muito lento qdo tenho pressa.

Boa semana para todos vocês.

Eu... - 18:28

Comente:

Terça-feira, Junho 22, 2004


Quero sempre fazer, ao mesmo tempo, três ou quatro coisas diferentes; mas, no fundo, não somente não as faço, como não quero mesmo fazer nenhuma delas. A ação pesa sobre mim como uma danação; agir, para mim é violentar-me. Fernando Pessoa

Muito prazer, essa sou eu. E assim eu sigo, sempre insatisfeita, sempre querendo algo e sem nenhuma iniciativa para ir buscar. Tal a velha Raposa que por não conseguir alcançar as uvas, saiu dizendo que estavam verdes, talvez pior do que ela, ela tentou....

Eu continuo sentindo saudades do que eu acho que fui e sonhando com o que eu acho quero ser, olhando a vida pela tela do computador, virtualizando minhas emoções...

Eu... - 09:17

Comente:

Segunda-feira, Junho 21, 2004


E a semana recomeça! O final de semana foi bom, principalmente depois que eu resolvi não pensar mais no que era e não é mais, no que eu tinha e não tenho mais e decidi aproveitar o momento exatamente como ele se apresentava, decidi não ficar lembrando do passado nem imaginando como será o futuro e, foi tão bom... Nós quatro estivemos juntas, fomos ao teatro e ao barzinho, eu reclamei bastante da vida, liberei meu impulsos consumistas, dei risada... pois é, não há nada melhor do que estar entre amigos, no meu caso entre as minhas amigas que eu gosto tanto, que me fazem tão bem. Amo vocês meninas!

E o meu cantinho tá mesmo movimentado! Eu amo escrever e é muito mais gostoso qdo tem gente lendo, a gente acaba dividindo mesmo a vida.

X, eu adorei a proposta e a gente pode conversar melhor sobre isso, vc mora em São Paulo mesmo?
Meninas, não se empolguem, não dá pra saber se foi um pedido de casamento, o X pode ser apenas um cara muito generoso que se comoveu com minha triste estória. De qualquer maneira, eu adoraria desvendar esse mistério.

Boa semana para todos e que venha o estresse porque e a gente enfrenta!

Eu... - 16:41

Comente:

Sexta-feira, Junho 18, 2004


Se já não bastassem todos os problemas que uma pessoa solteira tem de enfrentar, agora mais isso!
Eu nunca me esforcei muito pra manter uma relação, sempre me dei bem sozinha, até porque antes de vir para São Paulo eu vivia cercada de amigos, tinha uma vida social bem mais agitada. Agora a situação mudou um pouco e eu ando mais carente, um namorado cairia bem. Então, além de passar muito tempo sozinha e não ter ninguém para esquentar meu pé nas noites frias de inverno, eu fiquei revoltadíssima porque não posso participar dos programas habitacionais da prefeitura. Eu me encaixo na categoria de INDIVÍDUO SÓ, e indivíduos sós são a escória, são indesejados em qualquer comunidade familiar, são fracassados e jamais terão a chance de constituir uma família. Dramas à parte, é sério fiquei chateada com isso. A prefeitura tem programas muito legais, como o Morar no Centro e oferece várias possibilidades de aquisição de um apto com preços bem menores do que no mercado, mas eu não posso, sou sozinha. E o sonho pequeno burguês da casa própria está cada vez mais longe. É isso.

P.S. Senhor X, o senhor é formado em Ciências Sociais?

Eu... - 09:24

Comente:

Quarta-feira, Junho 16, 2004


Ainda estou ligada no filme sobre o Cazuza, me deu vontade de saber mais sobre o cara, sua vida e sua obra. Eu já conheço várias músicas dele, já era fã e acho que todo mundo devia assistir ao filme, mesmo quem não gosta, deveria assistir pra poder falar mal com mais propriedade. Segundo o filme, ele escreveu IDEOLOGIA, uma letra incrível, logo depois de ter assistido na TV à queda do muro de Berlim. Será que é verdade? Sei lá. Vou deixar aqui uma letra dele que eu gosto muito, podia ser qualquer outra, mas essa combina com minha fase romântica sem causa. Antes um recadinho para o X, beleza é um conceito muito relativo, inteligência e sensibilidade são características que vc parece ter, então me deixa muito satisfeita saber que vc não é gay, embora a veemência da afirmação tenha lembrado o Vardeney da sauna gay do Casseta. Rs. Bjos

Preciso dizer que te amo
(Cazuza / Dé / Bebel Gilberto)

Quando a gente conversa
Contando casos, besteiras
Tanta coisa em comum
Deixando escapar segredos
E eu não sei que hora dizer
Me dá um medo...
É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder, sem engano
Eu preciso dizer que eu te amo tanto...
E até o tempo passa arrastado
Só pr'eu ficar do teu lado
Você me chora dores de outro amor
Se abre e acaba comigo
E nessa novela eu não quero
Ser seu amigo
É que eu preciso dizer que te amo
Te ganhar ou perder, sem engano
Eu preciso dizer que eu te amo, tanto...
Eu já nem sei se eu tó misturando
Eu perco o sono...
Lembrando cada gesto teu, qualquer bandeira
Fechando e abrindo a porta dessa geladeira
A noite inteira
Eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder, sem engano
Eu preciso dizer que eu te amo, tanto...

Eu... - 13:01

Comente:

Segunda-feira, Junho 14, 2004


Que delícia que é entrar aqui e ver tanta gente querida comentando sobre meus devaneios. É muito bom mesmo! E o comentário do senhor X??? Gente, fiquei curiosíssima e muito tocada. Manifeste-se X, fale mais comigo...

O feriado foi bom, tão cheio de atividades que nem deu tempo de sentir dor, de viver meus dramas. Planejamento de trabalho, arrumação na casa, compras, cinema e a super PARADA GAY.

E lá na PARADA verdade me foi revelada. Descobri porque estou solteira. O problema não está em mim, nunca esteve, acontece que todos, eu disse TODOS os homens bonitos, simpáticos, inteligentes e sensíveis (exatamente o meu tipo) são gays, absolutamente gays e estavam na PARADA ontem. É sério gente! Como tinha homem lindo naquele lugar, eu nunca tinha visto tanto homem bonito junto. A Carol e eu ficamos alucinadas olhando pra todos os lados e reclamando da vida. Mas a festa foi muito boa!!! Fazia tempo que eu não me divertia tanto. Valeu mesmo! É impressionante o quanto eles são alegres, festivos, o quanto a festa foi bonita, colorida, animada. O lema tb deve ser frisado: ACEITAR É UMA OPÇÃO, RESPEITAR É OBRIGAÇÃO. Claro que os caras tem de ser respeitados, e as minas tb. Claro que eles devem ter todos os direitos garantidos aos cidadãos. A união civil mesmo, o direito à herança e por que não? Adotar uma criança? Eu sou caretíssima, mas o que é melhor, uma criança ficar jogada num orfanato ou cuidada num lar cheio de amor composto por uma casal homossexual? E é justo que duas pessoas fiquem juntas por toda uma vida, construam juntas um patrimônio e depois, qdo um deles morre, o outro não tenha direito a nada? Eu até entendo que a gente não queira isso pra nossa família, mas respeitar é fundamental!

Mudando de assunto, fui assistir CAZUZA e recomendo! O filme é uma viagem e vale muito a pena ir ver. O grande problema é que é da Globo filmes e dá raiva pensar que os caras já mandavam no que a gente vê na TV e agora ditam o que a gente assiste no cinema tb. Mas assistir a esse filme é sentir um pouco do que foram os anos 80, é conhecer mais a fundo a geração do desbunde, a geração que fez do brinde à liberdade um protesto. Que talvez, por não estar acostumada com a tal liberdade, foi até as últimas conseqüências e abusou de tudo, do sexo, das drogas e é claro, do rock. Pode parecer loucura da minha parte, mas acho que a vibração do Rock está justamente nisso. As bandas de hoje são no máximo boas, têm técnica e por traz de cada sucesso tem um monte de gente analisando o comportamento da sociedade e dizendo o que vai e o que não vai emplacar. Antes não era assim, não se fazia Rock assim, era tudo muito mais espontâneo, muito mais visceral, com graus relativos de alteração da consciência, e esse era o grande barato. As bandas de hoje são politicamente corretas e isso não tem a menor graça.

Pra terminar, a estação de metro Praça da República tem uma exposição muito legal de cartazes de propaganda de cerveja e eu fiquei pasma de ver que desde o início nos anos 20, sempre utilizaram a figura da mulher na publicidade. Tudo bem que antigamente elas usavam mais roupa, mas em algumas já se podia ver uma certa languidez no olhar e o abuso da sensualidade. Achei isso bastante curioso.
Então chega né?! Bjos a todos e uma ótima semana.

Eu... - 11:08

Comente:

Quarta-feira, Junho 09, 2004


Adorei as visitas de vocês aqui, esse meu cantinho é bonito mesmo, né?! Ainda tá faltando melhorar um pouco, mas com o tempo eu faço isso. O importante é continuar me expressando e não perder o contato com vocês. Claro que vou sentir falta do Brigadeiro... quem sabe ele ainda volte a ser o era, mas aqui tb é bom e, com vcs vai ficar ainda melhor.
Hoje ensinei uma senhora a assinar seu nome. Ela não sabia e precisava para dar entrada na documentação para aquisição do apto, e eu a ensinei alí, em cinco minutos. Foi emocionante.
Esse domingo tem Parada Gay e eu vou. Não sou gay, mas acho que vai ser muito divertido. Apoio totalmente as minorias e não dá pra negar que não existe povo mais animado e pra frente que eles. É isso Bjos e bom fim de semana pra todos.

Eu... - 19:04

Comente:

Segunda-feira, Junho 07, 2004


Fim de semana complexo... dá pra pensar um monte de coisas sobre ele. Primeiro fui andar na Paulista, sozinha, me sentindo a última das criaturas. Como aquele lugar é lindo e imponente! Tinha muita gente lá, famílias felizes, crianças, casais, grupos de amigos, a Prefeita Martinha, todos se divertindo... e eu gostando de estar alí, mas me sentindo só. Um rapaz me ofereceu um pacote de ingressos para teatros e outras opções culturais aqui na cidade por um ótimo preço. Tive que recusar, claro, ainda não tenho coragem de fazer isso tudo sozinha, nesse lugar que legitíma a solidão. Onde todos andam com pressa e desconfiados, onde tudo é longe e caro, onde o que eu mais faço é sentir saudades e compras... depois voltaremos a esse ponto.
Então, eu lá na Paulista, aos poucos fui me soltando, pra ser mais precisa, depois que fui hipnotizada pela cobra do belo Diogo, ou seria Diego... não me lembro, mas me lembro bem de sua COBRA. Nossa, foi uma experiência única. Claro, eu nunca tinha posto a minha frágil mãozinha em uma cobra. Deixa eu explicar melhor: a av. Paulista está com um trecho interditado para o lazer. Tem um monte de opções e num dos quiosques montados, tinha um pessoal da Biologia expondo algumas coisinhas mortas, e entre elas, tinha uma jibóia de verdade, viva e linda. Eu fiquei segurando a cobra do rapaz por um tempão, ele saiu de perto e eu fiquei lá, mostrando o bicho pro povo que parava e se impressionava com minha coragem, é que eles não viram o meu tremelique qdo a cobra me deu uma lambidinha. Foi engraçado...depois me acostumei com a sensação e cansei da cobra na minha mão. A Prefeita estava chegando com o cordão dos puxa-sacos e a imprensa, achei melhor me afastar e fiquei olhando de longe a ilustre Martinha de deliciando com a cobra na mão. Depois, enjoada de ver gente feliz, peguei um ônibus e fui pra República, e conheci um hippie lindo, lindo mesmo! Ele é argentinho e lindo, mas é sujinho. Rolou uma paquerinha, mas é claro que não levei adiante. Ele me disse que estava indo para Santos, e eu disse que tb pretendia ir pá lá, passear, então combinamos que o destino faria com que nos encontrássemos. Não é lindo?! Ai, ai, só eu mesmo, mas então, lá na República eu me descontrolei, como eu gastei dinheiro! Na verdade meu único prazer tem sido fazer compras e eu posso dizer que sou insaciável!!! Mas isso não tá certo! Preciso começar a pensar no futuro, economizar. Por outro lado, eu penso: não faço nada de bom nessa cidade, tenho o trabalho mais desgastante do mundo e se eu não puder gastar o que ganho para satisfazer meus pequenos desejos, então a vida não valerá mais a pena. Vou deixar para me preocupar qdo eu começar a pensar em contratar um garoto de programa, mas ainda não cheguei nesse ponto. Estou no estágio de querer comprar um celular caro só porque é fofo!!! (será que isso já é grave?). Pra terminar meu fim de semana, fui ver Tróia e como eu não sou crítica de cinema, posso dizer só que o filme é bom, vale a pena ver uma vez.

Encerrando, sejam todos muito bem vindos. Eu estou feliz por ter voltado...
É isso!

Eu... - 13:38

Comente:

Segunda-feira, Maio 31, 2004


Assim como uma nova vida precisa de nove meses para ser gestada, eu tb precisei de um tempo para nascer de novo aqui nessa cidade...mas agora tudo caminha bem e acho que posso dizer que sou um bebê saudável...

Eu... - 18:17

Comente:

Sexta-feira, Abril 30, 2004


Sinto como se minha vida estivesse começando agora. Como se eu tivesse passado todo esse tempo como a versão feminina de Kasper Hauser. Recomeçar, sem saber como nem onde ou com quem. Reinventar de fato, agora com cabelos longos caídos sobre a face e no corpo uma declaração de amor ao AMOR. Apenas a incerteza e a infindável busca tendo como companheira de estrada uma dor fina de saudade e lamento por tudo que se perdeu e por tudo que não se sabia perdido, mas que surge agora tão distante e quase impossível de se alcançar.

Eu... - 10:04

Comente:

Quinta-feira, Abril 15, 2004


Para você apenas meu sorriso diplomático, meu cumprimento cordial, um tudo bem, e você? mecânico, automático. Abraços sem emoção, poesia sem paixão, gestos contidos, dizeres medidos. Para você apenas minha boa educação, a mais triste reminiscência da canção.

Um objetivo, um brilho, um charme qualquer, uma esperança qualquer. Alguma possibilidade, uma premonição, um sorriso, uma promessa. Um príncipe rico, bonito, inteligente e apaixonado. Um trabalho empolgante, uma vaga no mestrado. Uma vida nova, um corpo novo, uma alma nova. Um amigo presente, uma companhia qualquer, algo por quê lutar, algo para acreditar, um sonho pra sonhar, uma cama pra dormir.

Eu ando pelo mundo numa busca incessante de algo que ainda não sei o que é e de um aconchego que ainda não tive. Algumas coisas me confundem, outras cores me fascinam, mas nada me prende e nada me guia. Eu ando pelo mundo buscando inspiração em grandes poetas e grandes artistas, grandes mestres e grandes líderes, e eles escancaram a minha mediocridade e aumentam a lista de frases feitas e de pensamentos que não são meus, mas que eu repito na ilusão de me fazer ouvir, de ser vista e de um dia ... quem sabe, conseguir ver.

É isso.

Eu... - 09:58

Comente:

Quinta-feira, Abril 01, 2004


Eu gosto mesmo de azul. É uma cor que me transmite uma certa tranquilidade. Não sei de onde vem isso, mas eu gosto de azul, azul da cor do mar, azul da cor do céu, azul da cor do blog...

Eu... - 09:20

Comente:

Segunda-feira, Março 22, 2004


Estou com saudade deste lugar. Tenho tanta koisa pra dizer, mas ainda estou meio muda. Assim que eu conseguir vou retomar esse espaço que é meu. Minhas palavras, minhas reflexões, minhas emoções. Isso ninguém me tira, ninguém mesmo!

Eu... - 15:06

Comente:

Segunda-feira, Fevereiro 09, 2004


Foi TPM, eu confesso. Mas nem por isso, menos ridículo. Por favor me perdoem. Karla, adorei seu comentário, adoro vc, menina! A gente precisa conversar. Tô sem tempo prá escrever agora, mas tô bem, depois escrevo mais e entro em detalhes. Saudades de vcs, de ler sobre seus pensamentos, saudades de mim tb, de pensar e de dividir meus pensamentos. Tiça, assim que der tb vou te escrever, tanta coisa pra falar... meninas da minha vida temos o Brigadeiro. Ah! Di, vc é F... e eu te adoro. Valeu, amo meus amigos e nunca vou deixar de me interessar pelos seus problemas, de tentar ajudar, nem que seja só ouvindo mesmo. Vcs são a melhor parte do que existe de bom em mim.

Eu... - 13:30

Comente:

Terça-feira, Janeiro 27, 2004


Estou pensando em iniciar uma campanha pelo direito à infelicidade, ao mal humor, à tristeza. Por que raios temos a obrigação de ser feliz? Quem determinou isso? Eu, na minha condição de rebelde, protesto! Trago dentro de mim uma grande porção de insatisfação, uma ponta de frustração, uma vontade constante de jogar tudo para alto e ocupar por tempo vitalício a condição de vítima. Essa sou eu. E eu proibido a todos de me dizerem que isso vai passar. Fico extremamente cansada da obrigação de estar sempre disposta para um bate-papo, de ficar distribuindo sorrisos e gentilezas. Por que eu tenho que ser legal? Por que tenho que fingir que me interesso pelos problemas dos outros? Eu tenho meus próprios problemas e eles já me dão bastante trabalho. Viva à tristeza! Celebremos à degradação humana! Vamos cantar à miséria dessa nossa existência inútil e vil.

Eu... - 20:50

Comente:

Segunda-feira, Dezembro 22, 2003


Mais um da Tatiane Bernardi, gente, essa mulher é tudo. Exatamente o que eu estou sentindo agora, exatamente o que eu quero. Meninas, o texto é longo, mas vale a pena ler.
Beijos

Tá em ebulição, vazando, transbordando, e nada da tampa da panela pra socorrer a lambança. É culpa da pressão que eu ponho em tudo isso? É o que dizem: desencana que uma hora ele aparece.

O pé cansado já tentou calçar (à força) do chinelão que descola as tiras ao sapatinho de cristal. Nenhum serviu e o coitado tá todo esfolado.

Ninguém pra descascar, chupar ou fazer uma laranjada. Em compensação, laranjas na minha vida não faltam. E chega! Há anos peço o príncipe e só me mandam o cavalo.

Fim de ano sem amar é deprê, hein? Tô megera o suficiente pra ver uma família feliz no shopping e pensar que aquela instituição "image bank" não passa de uma união solitária de aparências. Tô megera o suficiente pra furar a fila do Papai Noel e pedir um pirulito, bem grande, bem grosso, bem exclusivamente apaixonado por mim.

Tô megera o suficiente pra abraçar os veadinhos do trenó em homenagem aos meus ex-casos. Tô megamegera o suficiente pra não admitir minha carência e dar uma risada debochada de todas as luzes, canções e emoções de boas-festas.

Tá, mas no especial do Roberto Carlos não vai dar pra ser megera. O filho da mãe sempre me faz chorar. É impressionante como a gente se sente sozinha na porra do especial do Roberto Carlos.

É claro que eu desejo o meu sucesso profissional, dinheiro, saúde, ..., mas nada de atacar para todos os lados nas simpatias deste réveillon. Não dá certo. Este ano vou focar no amor: calcinha vermelha, fitinhas vermelhas e as sete ondas vão ser puladas com a mão no coração (se eu usar a frente-única branca que comprei, é bom que a mão no coração já segura um peito) e uma só intenção: encontrar o danado.

Ah, sejamos sinceras mulheres modernas: no fundo, no fundo, a gente quer mesmo é alguém pra dormir protegida no peito (de preferência largo, forte e levemente cabeludo).

E nem é medo de ficar pra titia não, além de ter cara de mais nova e ser bem nova, eu sou filha única. É vontade de sentir aquela coisinha misteriosa de "é esse!". Como será sentir isso? Eu sempre sinto que "pode ser esse, ou talvez com algumas mudancinhas possa ser esse ou talvez se ele quisesse, poderia ser esse...". Não, isso tá errado. Quero sentir que "é esse".

Dizem que materializar os sonhos escrevendo ajuda, então lá vai: quero transar com beijo na boca profundo, olhos nos olhos, eu te amo e muita sacanagem, quero cineminha com encosto de ombro cheiroso, casar de branco, ser carregada no colo, filhos, casinha no campo com cerquinha branca, cachorro e caseiro bacana. Quero ouvir Chet Baker numa noite chuvosa e ter de um lado um livrinho na cabeceira da cama e do outro o homem que amo.

Quero sambão com churrasco e as famílias reunidas. Quero ter certeza, ali no fundo da alma dele, de que ele me ama. Quero que ele saia correndo quando meu peito amargurado precisar de riso. Que ele esqueça, de vez em quando, seu lado egoísta, e lembre do meu. Que a gente brigue de ciúmes, porque ciúmes faz parte da paixão, e que faça as pazes rapidamente, porque paz faz parte do amor.

Quero ser lembrada em horários malucos, todos os horários, pra sempre. Quero ser criança, mulher, homem, et, megera, maluca e, ainda assim, olhada com total reconhecimento de território. Quero sexo na escada e alguns hematomas e depois descanso numa cama nossa e pura. Quero foto brega na sala, com duas crianças enfeitando nossa moldura. Quero o sobrenome dele, o suor dele, a alma dele, o dinheiro dele (brincadeira...). Que ele me ame como a minha mãe, que seja mais forte que o meu pai, que seja a família que escolhi pra sempre. Quero que ele passe a mão na minha cabeça quando eu for sincera em minhas desculpas e que ele me ignore quando eu tentar enrolá-lo em minhas maldades. Quero que ele me torne uma pessoa melhor, que faça sexo como ninguém, que invente novas posições, que me faça comer peixe apimentado sem medo, respeite meus enjôos de sensibilidade, minhas esquisitices depressivas e morra de rir com meu senso de humor arrogante. Que seja lindo de uma beleza que me encha de tesão e que tenha um beijo que não desgaste com a rotina. Que a sua remela seja sequinha e não gosmenta e que o tempo leve um pouco de seu cabelo (adoro carecas...). Que suas escatologias não passem de piada e se materializem bem longe de mim. Tem que gostar de crianças, de cachorrinhos, da minha mãe, e tem que odiar ver pessoas procurando comida no lixo. Tem que dançar charmoso, ser irônico, ser calmo porém macho (ou seja, não explodir por nada mas também não calar por tudo). Tem que ser meio artista, mas também ter que saber cuidar dos meus problemas burocráticos. Tem que amar tudo o que eu escrevo e me olhar com aquela cara de "essa mulher é única".

É mais ou menos isso. Achou muito? Claro que não precisa ser exatamente assim, tintim por tintim. Exigir demais pode fazer eu acabar sozinha em mais shows do Roberto Carlos. Deus me livre! Bom, analisando aqui, dá pra tirar umas coisinhas. Deixa eu ver... Resumindo então: tem que dizer que me ama e me amar mesmo, tem que rolar umas sacanagens e não pode ter remela gosmenta. Pronto!

E quando eu tiver tudo isso e uma menina boba e invejosa me olhar e pensar que "aquela instituição feliz não passa de uma união solitária de aparências" vou ter pena desse coração solitário que ainda não encontrou o verdadeiro amor.

Eu... - 15:56

Comente:

Nome: Érica

Idade: 29 anos, mas às vezes parece 09, 19 ou 129

Cidade: São Paulo

Sonho: Tantos...salvar o mundo, me salvar, ser feliz...

Frases emprestadas

1-Tudo que eu não invento é falso. Manoel de Barros

2-Uso palavras para compor meus silêncios. Idem

3-Das Utopias. Se as coisas são inatingíveis... ora! Não é motivo para não querê-las... Que tristes os caminhos, se não fora a mágica presença das estrelas! Mário Quintana

4-Bendito quem inventou o belo troque do calendário pois o bom da segunda feira, do dia 1º de cada mês e de cada ano novo é que nos dão a impressão de que a vida não continua, recomeça. Idem (Segundo a Carol)

5-Quero sempre fazer, ao mesmo tempo, três ou quatro coisas diferentes; mas no fundo não só não faço, mas não quero mesmo fazer nenhuma delas. A ação pesa sobre mim como uma danação: agir, para mim, é violentar-me. Fernando Pessoa

6-Exceto nas coisas intelectuais, onde cheguei a conclusões que tenho como firmes, mudo de opinião dez vezes por dia; só tenho juízo assentado a respeito de coisas em que não haja possibilidade de emoção. Idem


Vale a Visita


A casa da Sá
Confissões de ...
A casa da Dyllana
A casa da Beleza
A casa da Leile
A casa da KARLA
A casa da Tiça
A casa do Sílvio e suas Poesias
A casa da Brasileira
A casa das Garotas

Pode Interessar

UNESP-Marília
UNESP
Click21
Caros Amigos
Cultura SP






Anteriores



Créditos